A 14 de Março de 1858, durante um funeral, Ellen White teve uma visão que durou cerca de duas horas, na qual recebeu instruções para publicar o que lhe havia sido mostrado. Nessa visão foi-lhe mostrada a grande controvérsia de todos os tempos entre Cristo e Satanás. Daí surgiram vários livros, entre os quais "A Grande Controvérsia entre Cristo e Satanás desde a Destruição de Jerusalém até ao Final da Controvérsia", o tema deste blogue.
Em breve analisaremos aqui neste blogue, o porquê de este livro ter sofrido tantas alterações ao longo dos anos, desde mudanças no próprio nome do livro - coisa nunca tal vista! Que falta de respeito pela autora! - até alterações ao texto original, más traduções, capítulos suprimidos, divididos, fundidos, e com títulos também modificados... Enfim. Provavelmente a lista ainda poderia continuar. (Ver http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2011/01/maos-criminosas-alteraram-os-escritos.html)
Também disponibilizarei alguma informação acerca do livro The Spirit of Prophecy, vol. IV.
Nova página: http://oconflitodosseculos.blogspot.com/p/publicacao-da-visao-da-grande.html
Relatos do passado que projectam luz no futuro
"O objetivo deste livro não consiste tanto em apresentar novas verdades concernentes às lutas dos tempos anteriores, como em aduzir fatos e princípios que têm sua relação com os acontecimentos vindouros. Contudo, encarados como uma parte do conflito entre as forças da luz e das trevas, vê-se que todos esses relatos do passado têm nova significação; e por meio deles projeta-se uma luz no futuro, iluminando a senda daqueles que, semelhantes aos reformadores dos séculos passados, serão chamados, mesmo com perigo de todos os bens terrestres, para testificar "da Palavra do Altíssimo, e do testemunho de Yahushua, o Ungido (erradamente chamado Jesus Cristo)"." E.W.
segunda-feira, 14 de março de 2011
terça-feira, 20 de abril de 2010
Introdução
"Desdobrar as cenas do grande conflito entre a verdade e o erro; revelar os ardis de Satanás e os meios por que lhe podemos opor eficaz resistência; apresentar uma solução satisfatória do grande problema do mal, derramando luz sobre a origem e a disposição final do pecado, de tal maneira a manifestar-se plenamente a justiça e benevolência de Deus em todo o Seu trato com Suas criaturas; e mostrar a natureza santa, imutável de Sua lei - eis o objetivo deste livro. Que mediante sua influência almas se possam libertar do poder das trevas, e tornar-se participantes "da herança dos santos na luz," para louvor dAquele que nos amou e Se deu a Si mesmo por nós, é a fervorosa oração da autora." E.W. (Clica no título para ir para a introdução.)
domingo, 14 de março de 2010
A Destruição de Jerusalém - cap. 1
Israel, por seu procedimento, acarreta sobre si a condenação. A igreja judaica é rejeitada como povo escolhido de Deus, passando este a constituir-se dos seguidores de Cristo, quer judeus quer gentios. A destruição de Jerusalém no ano 70 d.c. cumpre as predições de Cristo. Nenhum dos cristãos é morto, por ter atendido à mensagem de advertência do Salvador. Comparação com a condenação e destruição final de um mundo que terá rejeitado a misericórdia de Deus e calcado a pés a Sua lei. Nesse tempo livrar-se-á o povo de Deus. Clica no título para ler todo o capítulo.
Perseguição nos Primeiros Séculos - cap. 2
O paganismo convocou suas forças para destruir o cristianismo. Acenderam-se as fogueiras da perseguição. No entanto, baldados foram os esforços de Satanás para destruir pela violência a igreja de Cristo, pois o evangelho continuava a espalhar-se, e o número de seus adeptos a aumentar. Então, o grande adversário esforçou-se por obter pelo artifício aquilo que não lograra alcançar pela força, levando os seguidores de Cristo a se associarem com os idólatras. Desta forma a religião cristã se corrompeu. Os que permaneceram fiéis finalmente se separaram da comunhão da igreja apóstata. Clica no título para ler mais.
Uma Era de Trevas Espirituais (A Apostasia) - cap. 3
Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso na igreja cristã. Esta, em lugar das ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas. O paganismo, conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor. Seu espírito dominava a igreja. Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo resultou no desenvolvimento do "homem do pecado" - monumento dos esforços de Satanás para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a sua vontade. Satanás bem sabia que as Escrituras Sagradas habilitariam os homens a discernir seus enganos e resistir a seu poder, por isso, a fim de manter o seu domínio sobre os homens e estabelecer a autoridade humana, deveria conservá-los na ignorância das Escrituras. Suprimido o revelador do erro, agiu Satanás à vontade. Clica no título para ler mais.
Os Valdenses - cap. 4
Por entre as trevas que baixaram à Terra durante o longo período da supremacia papal, a luz da verdade não poderia ficar inteiramente extinta. A história do povo de Deus durante esses séculos de trevas, está escrita no Céu, mas pouco espaço ocupa nos registros humanos. Foi tática de Roma obliterar todo vestígio de dissidência de suas doutrinas ou decretos, assim como destruir todo registro de sua crueldade para com os que discordavam dela. Dentre os que resistiram ao cerco cada vez mais apertado do poder papal, os valdenses ocuparam posição preeminente. Estavam decididos a manter sua fidelidade a Deus, e preservar a pureza e simplicidade de fé. "A igreja no deserto" e não a orgulhosa hierarquia entronizada na grande capital do mundo, era a verdadeira igreja de Cristo, a depositária dos tesouros da verdade que Deus confiara a Seu povo para ser dada ao mundo. Clica no título para ler mais.
John Wycliffe - cap. 5
Antes da Reforma, houve por vezes pouquíssimos exemplares da Escritura Sagrada; mas Deus não consentira que Sua Palavra fosse totalmente destruída. Suas verdades não deveriam estar ocultas para sempre. Com exceção do que se passava entre os valdenses, a Palavra de Deus estivera durante séculos encerrada em línguas apenas conhecidas pelos eruditos; chegara, porém, o tempo para que as Escrituras fossem traduzidas e entregues ao povo dos vários países em sua língua materna. No século XIV surgiu na Inglaterra um homem que devia ser considerado "a estrela da manhã da Reforma". João Wycliffe foi o arauto da Reforma, não somente para a Inglaterra mas para toda a cristandade. Clica no título para ler mais.
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tradução das Escrituras Sagradas,
Wycliffe
Huss e Jerónimo - cap. 6
João Huss da Boémia era um nobre cristão, homem de inabalável devoção à verdade. Os seus apelos em favor das Escrituras e as vigorosas denúncias da vida escandalosa e imoral do clero despertaram um amplo interesse e milhares aceitaram alegremente uma fé mais pura. Jerónimo de Praga trabalhou com ele na obra da Reforma. Deus permitiu que grande luz resplandecesse no espírito daqueles homens escolhidos, mas eles não receberam toda a luz que devia ser dada ao mundo. Por meio destes Seus servos, Deus estava guiando o povo para fora das trevas do romanismo; havia, porém, muitos e grandes obstáculos a serem por eles enfrentados, e Ele os guiou, passo a passo, conforme o podiam suportar. Não estavam preparados para receber toda a luz de uma vez. De século em século, outros fiéis obreiros deveriam seguir-se para guiar o povo cada vez mais longe no caminho da Reforma. Clica no título para ler mais.
Lutero e a Sua Separação de Roma - cap. 7
Zeloso, ardente e dedicado, não conhecendo outro temor senão o de Deus, e não reconhecendo outro fundamento para a fé religiosa além das Escrituras Sagradas, Lutero foi o homem para o seu tempo; por meio dele Deus efectuou uma grande obra para a reforma da igreja e para esclarecimento do mundo. Quando, certo dia, se encontrava subindo a famosa escada de Pilatos, em Roma, uma voz semelhante a um trovão pareceu dizer-lhe: “O justo viverá pela fé”. Desde esse dia, Viu mais claramente do que nunca antes a falácia de se confiar nas obras humanas para a salvação e a necessidade de fé constante nos méritos de Cristo. Tinham-se-lhe aberto os olhos e nunca mais se deveriam fechar aos satânicos enganos do papado. Quando ele voltou as costas a Roma, também dela volveu o coração e desde aí o afastamento tornou-se cada vez maior, até romper todo o contacto com a igreja papal.
Lutero Perante a Dieta - cap. 8
Nunca homem algum comparecera à presença de uma assembleia mais importante do que aquela diante da qual Martinho Lutero deveria responder pela sua fé. O reformador, colocado sob excomunhão e pelo papa excluído da sociedade humana, recebera garantia de protecção e foi ouvido pelos mais altos dignitários da nação. Roma condenara-o ao silêncio, mas agora ele estava prestes a falar perante milhares vindos de todas as partes da cristandade. Calmo e paciente, todavia corajoso e nobre, surgiu como testemunha de Deus entre os grandes da Terra. Quando acabou de falar, o porta-voz da Dieta disse, irado: “… Retratar-te-ás ou não?” O reformador respondeu: “Não posso submeter a minha fé quer ao papa quer aos concílios… Portanto, a menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras… Não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência.”
domingo, 28 de fevereiro de 2010
CAP. 36 - O Conflito Iminente
Desde o início do grande conflito no Céu, tem sido o intento de Satanás subverter a lei de Deus. Foi para realizar isto que entrou em rebelião contra o Criador; e, posto que fosse expulso do Céu, continuou a mesma luta na Terra. Enganar os homens, levando-os assim a transgredir a lei de Deus, é o objetivo que perseverantemente tem procurado atingir. Quer seja isto alcançado pondo de parte toda a lei, quer rejeitando um de seus preceitos, o resultado será finalmente o mesmo. Aquele que tropeçar "em um só ponto", manifesta desprezo pela lei toda; sua influência e exemplo estão do lado da transgressão; torna-se "culpado de todos". Tia. 2:10.
Procurando lançar o desprezo sobre os estatutos divinos, Satanás perverteu as doutrinas da Escritura Sagrada, e assim se incorporaram erros na fé alimentada por milhares dos que professam crer nas Escrituras. O último grande conflito entre a verdade e o erro não é senão a luta final da prolongada controvérsia relativa à lei de Deus. Estamos agora a entrar nesta batalha - batalha entre as leis dos homens e os preceitos de Jeová, entre a religião da Bíblia e a religião das fábulas e da tradição.
As forças que se unirão contra a verdade e a justiça nesta contenda, estão já a operar ativamente. A santa Palavra de Deus, que nos foi legada a tão grande preço de sofrimento e sangue, é tida em pouca conta. A Bíblia está ao alcance de todos, mas poucos há que realmente a aceitem como guia da vida. A incredulidade prevalece em assustadora proporção, não somente no mundo mas também na igreja. Muitos têm chegado a negar doutrinas que são, com efeito, as colunas da fé cristã. Os grandes fatos da criação conforme são apresentados pelos escritores inspirados, a queda do homem, a expiação, a perpetuidade da lei de Deus, são praticamente rejeitados, quer no todo, quer em parte, por vasta proporção do mundo que professa o cristianismo. Milhares que se orgulham de sua sabedoria e independência, consideram como prova de fraqueza depositar implícita confiança na Bíblia; acham que é prova de talento e saber superiores, cavilar a respeito das Escrituras Sagradas, e espiritualizar e explicar evasivamente suas mais importantes verdades. Muitos pastores estão ensinando ao povo, e muitos mestres e professores estão a instruir os estudantes, que a lei de Deus foi mudada ou ab-rogada; e os que consideram suas reivindicações ainda como válidas, devendo ser literalmente obedecidas, são julgados merecedores apenas de ridículo e desdém.
Rejeitando a verdade, os homens rejeitam o seu Autor. Desprezando a lei de Deus, negam a autoridade do Legislador. É tão fácil fazer um ídolo de falsas doutrinas e teorias, como talhá-lo de madeira ou pedra. Representando falsamente os atributos de Deus, Satanás leva os homens a olhá-Lo sob falso prisma. Para muitos, um ídolo filosófico é entronizado em lugar de Jeová, enquanto o Deus vivo, conforme é revelado em Sua Palavra, em Cristo e nas obras da Criação, é adorado apenas por poucos. Milhares deificam a Natureza, enquanto negam o Deus da Natureza. Posto que de forma diversa, existe hoje a idolatria no mundo cristão tão verdadeiramente como existiu entre o antigo Israel nos dias de Elias. O deus de muitos homens que se professam sábios, de filósofos, poetas, políticos, jornalistas; o deus dos seletos centros da moda, de muitos colégios e universidades, mesmo de algumas instituições teológicas, pouco melhor é do que Baal, o deus-Sol da Fenícia.
Nenhum erro aceito pelo mundo cristão fere mais audaciosamente a autoridade do Céu, nenhum se opõe mais diretamente aos ditames da razão, nenhum é mais pernicioso em seus resultados do que a doutrina moderna, que tão rapidamente ganha terreno, de que a lei de Deus não mais vigora para os homens. Toda nação tem suas leis que impõem respeito e obediência; nenhum governo poderia existir sem elas; e pode-se conceber que o Criador dos céus e da Terra não tenha lei para governar os seres que fez? Suponde que clérigos preeminentes estivessem a ensinar publicamente que os estatutos que governam seu país e protegem os direitos de seus cidadãos não são obrigatórios; que cerceiam a liberdade do povo, e, portanto, não devem ser obedecidos; quanto tempo seriam tolerados esses homens no púlpito? É, porém, ofensa mais grave desatender às leis dos Estados e nações do que pisar os preceitos divinos que são o fundamento de todo governo?
Seria muito mais razoável que nações abolissem seus estatutos e permitissem ao povo fazer o que lhe aprouvesse, do que o Governador do Universo anular Sua lei e deixar o mundo sem uma norma para condenar o culpado ou justificar o obediente. Qual seria o resultado de abolir a lei de Deus? A experiência já foi feita. Terríveis foram as cenas perpetradas na França quando o ateísmo se tornou o poder dirigente. Demonstrou-se então ao mundo que sacudir as restrições estabelecidas por Deus corresponde a aceitar o governo do mais cruel dos tiranos. Quando a norma da justiça é posta de lado, abre-se o caminho ao príncipe do mal para estabelecer seu poder na Terra.Quando quer que os preceitos divinos sejam rejeitados, o pecado deixa de parecer repelente, ou a justiça desejável. Os que se recusam a sujeitar-se ao governo de Deus, são de todo inaptos para se governarem a si próprios. Mediante seus perniciosos ensinos, implanta-se o espírito de rebeldia no coração das crianças e jovens, por natureza adversos à disciplina, tendo isso como resultado a ilegalidade e desregramento, na sociedade. Ao mesmo tempo em que escarnecem da credulidade dos que obedecem aos preceitos de Deus, as multidões avidamente aceitam os enganos de Satanás. Dão rédeas à concupiscência, e praticam os pecados que atraíram juízos sobre os ímpios.
Os que ensinam o povo a considerar com leviandade os mandamentos de Deus, semeiam desobediência para colherem desobediência. Rejeite-se completamente a restrição imposta pela lei divina, e as leis humanas logo serão desatendidas. Visto que Deus proíbe as práticas desonestas: a cobiça, a mentira, a fraude, os homens estão prontos a desprezar os Seus estatutos como estorvo à prosperidade mundana; não se dão conta, porém, dos resultados que adviriam de banir os preceitos divinos. Se a lei não estivesse em vigor, por que temer transgredi-la? A propriedade não mais estaria segura. Os homens obteriam pela violência as posses de seus semelhantes; e o mais forte se tornaria o mais rico. A própria vida não seria respeitada. O voto matrimonial não mais permaneceria como o baluarte sagrado para proteger a família. O que tivesse forças tomaria, se o quisesse, pela violência, a esposa de seu próximo. O quinto mandamento seria posto de parte, juntamente com o quarto. Filhos não recuariam de tirar a vida a seus pais, se assim fazendo, pudessem satisfazer ao desejo do coração corrompido. O mundo civilizado se tornaria um bando de ladrões e assassinos; e a paz, o descanso e a felicidade desapareceriam da Terra.A doutrina de que os homens estão isentos da obediência aos mandamentos de Deus já tem debilitado a força da obrigação moral, abrindo sobre o mundo as comportas da iniqüidade. Ilegalidade, dissipação e corrupção nos assoberbam qual maré esmagadora. Satanás está em atividade na família. Sua bandeira tremula, mesmo nos lares que se professam cristãos. Há invejas, suspeitas, hipocrisias, separação, emulação, contenda, traição de santos legados, satisfação das paixões. Todo o conjunto dos princípios e doutrinas religiosas, que deveriam constituir o fundamento e arcabouço da vida social, assemelha-se a uma massa vacilante, prestes a ruir. Os mais vis dos criminosos, quando lançados na prisão pelas suas faltas, tornam-se freqüentemente recebedores de dádivas e atenções como se houvessem alcançado invejável distinção. Dá-se grande publicidade a seu caráter e crimes. A imprensa publica as minúcias revoltantes do vício, iniciando desta maneira outros na prática da fraude, roubo, assassínio; e Satanás exulta no êxito de seus planos infernais. O enfatuamento do vício, a criminalidade, o terrível aumento da intemperança e iniqüidade de toda sorte e grau, devem despertar todos os que temem a Deus para que investiguem o que se pode fazer a fim de sustar a maré do mal.
Os tribunais de justiça estão corrompidos. Governantes são movidos pelo desejo do ganho e amor dos prazeres sensuais. A intemperança obscureceu as faculdades de muitos, de maneira que Satanás exerce sobre eles quase completo domínio. Os juristas se acham pervertidos, subordinados, seduzidos. A embriaguez e a orgia, a paixão, a inveja, a desonestidade de toda espécie, estão representadas entre os que administram as leis. "A justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar." Isa. 59:14.
A iniqüidade e trevas espirituais que prevaleceram sob a supremacia de Roma foram resultado inevitável da supressão das Escrituras; onde, porém, se deve encontrar a causa da generalizada incredulidade, da rejeição da lei de Deus e conseqüente corrupção, sob o amplo fulgor da luz evangélica, numa época de liberdade religiosa? Agora que Satanás não mais pode conservar o mundo sob seu domínio, privando-o das Escrituras, recorre a outros meios para realizar o mesmo objetivo. Destruir a fé na Bíblia serve tão bem a seu propósito como o destruir a própria Bíblia. Introduzindo a crença de que a lei de Deus não mais vigora, leva os homens à transgressão, de um modo tão eficaz como se fossem completamente ignorantes acerca de seus preceitos. E hoje, como nos séculos passados, está a operar mediante a igreja a fim de favorecer os seus desígnios. As organizações religiosas da época têm recusado ouvir as verdades impopulares claramente apresentadas nas Escrituras, e, combatendo-as, adotaram interpretações e assumiram atitudes que têm espalhado largamente as sementes do ceticismo. Apegando-se ao erro papal da imortalidade natural e consciência do homem na morte, rejeitaram a única defesa contra os enganos do espiritismo. A doutrina do tormento eterno tem levado muitos a descrer da Escritura Sagrada. E, ao insistir-se com o povo acerca das reivindicações do quarto mandamento, verifica-se que a observância do sábado do sétimo dia é ordenada; e, como único meio de livrar-se de um dever que não estão dispostos a cumprir, declaram muitos ensinadores populares que a lei de Deus não mais está em vigor. Repelem, assim, a lei e o sábado juntamente. À medida que se estende a obra da reforma do sábado, esta rejeição da lei divina para evitar as reivindicações do quarto mandamento se tornará quase universal. Os ensinos dos dirigentes religiosos abriram a porta à incredulidade, ao espiritismo e ao desdém para com a santa lei de Deus; e sobre esses dirigentes repousa a terrível responsabilidade pela iniqüidade que existe no mundo cristão.
Todavia esta mesma classe apresenta a alegação de que a corrupção que rapidamente se alastra é atribuível em grande parte à profanação do descanso dominical, e que a imposição da observância do domingo melhoraria grandemente a moral da sociedade. Insiste-se nisto especialmente na América do Norte, onde a doutrina do verdadeiro sábado tem sido mais amplamente pregada. Ali, a obra da temperança, uma das mais preeminentes e importantes das reformas morais, acha-se freqüentemente combinada com o movimento em favor do descanso dominical, e os defensores do último agem como se estivessem a trabalhar a fim de promover os mais elevados interesses da sociedade; e os que se recusam a unir-se a eles são denunciados como inimigos da temperança e reforma. Mas o fato de que um movimento para estabelecer o erro se encontra ligado a uma obra que em si mesma é boa, não é argumento a favor do erro. Podemos disfarçar o veneno misturando-o com o alimento saudável, mas não mudamos a sua natureza. Ao contrário, torna-se mais perigoso o veneno, visto ser mais fácil que ele seja tomado inadvertidamente. É um dos ardis de Satanás combinar com a falsidade precisamente uma porção suficiente de verdade para que lhe dê caráter plausível. Os dirigentes do movimento em favor do domingo podem advogar reformas que o povo necessita, princípios que se acham em harmonia com a Escritura Sagrada; contudo, enquanto houver com eles uma exigência contrária à lei de Deus, Seus servos não se lhes poderão unir. Nada os pode justificar de pôr à parte os mandamentos de Deus, optando pelos preceitos dos homens.
Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência. Satanás também opera por meio dos elementos a fim de recolher sua colheita de almas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da Natureza, e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto o permite Deus. Quando lhe foi permitido afligir a Jó, quão rapidamente rebanhos e gado, servos, casas, filhos, foram assolados, seguindo-se em um momento uma desgraça a outra! É Deus que protege as Suas criaturas, guardando-as do poder do destruidor. Mas o mundo cristão mostrou desdém pela lei de Jeová; e o Senhor fará exatamente o que declarou que faria: retirará Suas bênçãos da Terra, removendo Seu cuidado protetor dos que se estão rebelando contra a Sua lei, e ensinando e forçando outros a fazerem o mesmo. Satanás exerce domínio sobre todos os que Deus não guarda especialmente. Ajudará e fará prosperar alguns, a fim de favorecer os seus próprios intuitos; trará calamidade sobre outros, e levará os homens a crer que é Deus que os aflige.
Ao mesmo tempo em que aparece aos filhos dos homens como grande médico que pode curar todas as enfermidades, trará moléstias e desgraças até que cidades populosas se reduzam à ruína e desolação. Mesmo agora está ele em atividade. Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder. Destrói a seara que está a amadurar, e seguem-se fome, angústia. Comunica ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência. Estas visitações devem tornar-se mais e mais freqüentes e desastrosas. A destruição será tanto sobre o homem como sobre os animais. "A Terra pranteia e se murcha", "enfraquecem os mais altos dos povos. ... Na verdade a Terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna." Isa. 24:4 e 5.E então o grande enganador persuadirá os homens de que os que servem a Deus estão motivando esses males. A classe que provocou o descontentamento do Céu atribuirá todas as suas inquietações àqueles cuja obediência aos mandamentos de Deus é perpétua reprovação aos transgressores. Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta; e que os que apresentam os requisitos do quarto mandamento, destruindo assim a reverência pelo domingo, são perturbadores do povo, impedindo a sua restauração ao favor divino e à prosperidade temporal. Assim se repetirá com motivos igualmente bem definidos a acusação feita na antiguidade contra o servo de Deus: "E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes a Baalim." I Reis 18:17 e 18. Ao despertar-se a ira do povo por meio de falsas acusações, agirão para com os embaixadores de Deus de modo muito semelhante àquele que o apóstata Israel seguiu com relação a Elias.
O poder operador de milagres manifesto pelo espiritismo, exercerá sua influência contra os que preferem obedecer a Deus a obedecer aos homens. Comunicações por parte dos espíritos declararão que Deus os enviou para convencer de seu erro os que rejeitam o domingo, afirmando que as leis do país deveriam ser obedecidas como a lei de Deus. Lamentarão a grande impiedade no mundo, secundando o testemunho dos ensinadores religiosos de que o estado de aviltamento da moral se deve à profanação do domingo. Grande será a indignação despertada contra todos os que se recusam a aceitar-lhes o testemunho.O expediente de Satanás neste conflito final com o povo de Deus é o mesmo que empregou no início da grande controvérsia no Céu. Pretendia estar buscando promover a estabilidade do governo divino, enquanto secretamente aplicava todo o esforço para conseguir sua subversão. E da mesma obra que assim se estava esforçando por cumprir, acusava os anjos fiéis. Idêntica política de engano tem assinalado a história da Igreja de Roma. Tem esta professado agir como substituta do Céu, ao mesmo tempo em que procura exaltar-se sobre Deus, e mudar Sua lei. Sob o governo de Roma, os que sofreram a morte pela sua fidelidade para com o evangelho eram denunciados como malfeitores; declarava-se estarem eles coligados com Satanás; e todos os meios possíveis foram empregados para cobri-los de infâmia, para fazê-los parecer aos olhos do povo, mesmo aos seus próprios, como os mais vis dos criminosos. Assim será agora. Enquanto Satanás procura destruir os que honram a lei de Deus, fará com que sejam acusados como violadores da lei, como homens que estão desonrando a Deus e acarretando juízos sobre o mundo.
Deus nunca força a vontade ou a consciência; porém o recurso constante de Satanás para alcançar domínio sobre os que de outra maneira não pode seduzir, é o constrangimento pela crueldade. Por meio do medo ou da força, procura reger a consciência e conseguir para si mesmo homenagem. Para realizar isto, opera tanto pelas autoridades eclesiásticas como pelas seculares, levando-as à imposição de leis humanas em desafio à lei de Deus.
Os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem, como que a derribar as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra. Declarar-se-á que seus conscienciosos escrúpulos são teimosia, obstinação e desdém à autoridade. Serão acusados de deslealdade para com o governo. Ministros que negam a obrigação da lei divina, apresentarão do púlpito o dever de prestar obediência às autoridades civis, como ordenadas de Deus. Nas assembléias legislativas e tribunais de justiça, os observadores dos mandamentos serão caluniados e condenados. Dar-se-á um falso colorido às suas palavras; a pior interpretação será dada aos seus intuitos.
Ao rejeitarem as igrejas protestantes os argumentos claros das Escrituras Sagradas, em defesa da lei de Deus, almejarão fazer silenciar aqueles cuja fé não podem subverter pela Bíblia. Embora fechem os olhos ao fato, estão agora a enveredar por caminho que levará à perseguição dos que conscienciosamente se recusam a fazer o que o resto do mundo cristão se acha a praticar, e a reconhecer as pretensões do sábado papal. Os dignitários da Igreja e do Estado unir-se-ão para subornar, persuadir ou forçar todas as classes a honrar o domingo. A falta de autoridade divina será suprida por legislação opressiva. A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei que imponha a observância do domingo. A liberdade de consciência, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada. No conflito prestes a se desencadear, veremos exemplificadas as palavras do profeta: "O dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." Apoc. 12:17.
CAP. 35 - Liberdade de Consciência Ameaçada (As Intenções do Papado)
O romanismo é hoje olhado pelos protestantes com muito maior favor do que anos atrás. Nos países em que o catolicismo não está na ascendência, e os romanistas adotam uma política conciliatória a fim de a conseguir, há crescente indiferença com relação às doutrinas que separam as igrejas reformadas da hierarquia papal; ganha terreno a opinião de que, em última análise, não diferimos tão grandemente em pontos vitais como se supunha, e de que pequenas concessões de nossa parte nos levarão a melhor entendimento com Roma. Houve tempo em que os protestantes davam alto valor à liberdade de consciência a tão elevado preço comprada. Ensinavam os filhos a aborrecer o papado, e sustentavam que buscar harmonia com Roma seria deslealdade para com Deus. Mas quão diferentes são os sentimentos hoje expressos!
Os defensores do papado afirmaram que a igreja foi caluniada; e o mundo protestante inclina-se a aceitar esta declaração. Muitos insistem em que é injusto julgar a igreja de hoje pelas abominações e absurdos que assinalaram seu domínio durante os séculos de ignorância e trevas. Desculpam sua horrível crueldade como sendo o resultado da barbárie dos tempos, e alegam que a influência da civilização moderna lhe mudou os sentimentos.
Olvidaram estas pessoas a pretensão de infalibilidade sustentada há oitocentos anos por esse altivo poder? Longe de ser abandonada, firmou-se esta pretensão no século XIX de modo mais positivo que nunca dantes. Visto como Roma afirma que a igreja "nunca errou nem, segundo as Escrituras, errará jamais" (História Eclesiástica de Mosheim), como poderá ela renunciar aos princípios que lhe nortearam a conduta nas eras passadas?
A igreja papal nunca abandonará a sua pretensão à infalibilidade. Tudo que tem feito em perseguição dos que lhe rejeitam os dogmas, considera ela estar direito; e não repetiria os mesmos atos se a oportunidade se lhe apresentasse? Removam-se as restrições ora impostas pelos governos seculares, reintegre-se Roma ao poderio anterior, e de pronto ressurgirá a tirania e perseguição.
Bem conhecido escritor refere-se nos seguintes termos à atitude da hierarquia papal no que respeita à liberdade de consciência, e aos perigos que ameaçam especialmente os Estados Unidos pelo êxito de sua política:
"Há muitos que se dispõem a atribuir ao fanatismo ou à infantilidade todo receio quanto ao catolicismo romano nos Estados Unidos. Tais pessoas nada vêem no caráter e atitude do romanismo que seja hostil às nossas instituições livres, ou nada encontram de mau sinal no incremento que vai tomando. Comparemos, pois, em primeiro lugar, alguns dos princípios fundamentais de nosso governo com os da Igreja Católica.
"A Constituição dos Estados Unidos garante liberdade de consciência. Nada se preza mais ou é de maior transcendência. O Papa Pio IX, na encíclica de 15 de agosto de 1854, disse: "As doutrinas ou extravagâncias absurdas e errôneas em defesa da liberdade de consciência, são erro dos mais perniciosos - uma peste que, dentre todas as outras, mais deve ser temida no Estado." O mesmo papa, na encíclica de 8 de dezembro de 1864, anatematizou "os que defendem a liberdade de consciência e de culto" e também "todos os que afirmam que a igreja não pode empregar a força."
"O tom pacífico usado por Roma nos Estados Unidos não implica mudança de coração. É tolerante onde é impotente. Diz o Bispo O"Connor: "A liberdade religiosa é meramente suportada até que o contrário possa ser levado a efeito sem perigo para o mundo católico." ... O arcebispo de St. Louis, Estados Unidos, disse certa vez: "A heresia e a incredulidade são crimes; e em países cristãos como a Itália e a Espanha, por exemplo, onde todo o povo é católico, e onde a religião católica é parte essencial da lei da nação, são elas punidas como os outros crimes." ...
"Todo cardeal, arcebispo e bispo da Igreja Católica, presta para com o papa um juramento de fidelidade em que ocorrem as seguintes palavras: "Combaterei os hereges, cismáticos e rebeldes ao dito senhor nosso (o papa), ou seus sucessores, e persegui-los-ei com todo o meu poder"." - Our Country, do Dr. Josias Strong.
É certo que há verdadeiros cristãos na comunhão católico-romana. Milhares na dita igreja estão servindo a Deus segundo a melhor luz que possuem. Não se lhes permite acesso à Sua Palavra, e, portanto, não distinguem a verdade. Nunca viram o contraste entre um verdadeiro culto prestado de coração e um conjunto de meras formas e cerimônias. Deus olha para essas almas com compadecida ternura, educadas como são em uma fé que é ilusória e não satisfaz. Fará com que raios de luz penetrem as densas trevas que as cercam. Revelar-lhes-á a verdade como é em Jesus, e muitos ainda se unirão ao Seu povo.
Mas o romanismo, como sistema não se acha hoje em harmonia com o evangelho de Cristo mais do que em qualquer época passada de sua história. As igrejas protestantes estão em grandes trevas, pois do contrário discerniriam os sinais dos tempos. São de grande alcance os planos e modos de operar da Igreja de Roma. Emprega todo expediente para estender a influência e aumentar o poderio, preparando-se para um conflito feroz e decidido a fim de readquirir o domínio do mundo, restabelecer a perseguição e desfazer tudo que o protestantismo fez. O catolicismo está a ganhar terreno de todos os lados. Vede o número crescente de suas igrejas e capelas nos países protestantes. Notai a popularidade de seus colégios e seminários na América do Norte, tão extensamente patrocinados pelos protestantes. Pensai no crescimento do ritualismo na Inglaterra, e nas freqüentes deserções para as fileiras dos católicos. Estas coisas deveriam despertar a ansiedade de todos os que prezam os puros princípios do evangelho.
Os protestantes têm-se intrometido com o papado, patrocinando-o; têm usado de transigência e feito concessões que os próprios romanistas se surpreendem de ver e não compreendem. Os homens cerram os olhos ao verdadeiro caráter do romanismo, e aos perigos que se devem recear com a sua supremacia. O povo necessita ser despertado a fim de resistir aos avanços deste perigosíssimo inimigo da liberdade civil e religiosa.
Muitos protestantes supõem que a religião católica não é atrativa, e que seu culto é um conjunto de cerimônias, fastidioso e sem sentido. Enganam-se, porém. Embora o romanismo se baseie no engano, não é impostura grosseira e desprovida de arte. O culto da Igreja Romana é um cerimonial assaz impressionante. O brilho de sua ostentação e a solenidade dos ritos fascinam os sentidos do povo, fazendo silenciar a voz da razão e da consciência. Os olhos ficam encantados. Igrejas magnificentes, imponentes procissões, altares de ouro, relicários com pedras preciosas, quadros finos e artísticas esculturas apelam para o amor do belo. O ouvido também é cativado. A música é excelente. As belas e graves notas do órgão, misturando-se à melodia de muitas vozes a ressoarem pelas elevadas abóbadas e naves ornamentadas de colunas, das grandiosas catedrais, não podem deixar de impressionar a mente com profundo respeito e reverência.
Este esplendor, pompa e cerimônias exteriores, que apenas zombam dos anelos da alma ferida pelo pecado, são evidência da corrupção interna. A religião de Cristo não necessita de semelhantes atrativos para se fazer recomendável. À luz que promana da cruz, o verdadeiro cristianismo apresenta-se tão puro e adorável que decorações externas nenhumas poderão encarecer-lhe o verdadeiro valor. É a beleza da santidade, o espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.
O fulgor do estilo não é necessariamente índice de pensamento puro, elevado. Altas concepções de arte, delicado apuro de gosto, existem amiúde em espíritos que são terrenos e sensuais. São freqüentemente empregados por Satanás a fim de levar homens a esquecer-se das necessidades da alma, a perder de vista o futuro e a vida imortal, a desviar-se do infinito Auxiliador e a viver para este mundo unicamente.
Uma religião de exibições externas é atraente ao coração não renovado. A pompa e cerimonial do culto católico têm um sedutor, fascinante poder, pelos quais são enganados muitos, que chegam a considerar a Igreja Romana como a própria porta do Céu. Ninguém, a não ser os que têm os pés firmados nos fundamentos da verdade, e o coração renovado pelo Espírito de Deus, se acha ao abrigo de sua influência. Milhares que não têm um conhecimento experimental de Cristo serão levados a aceitar as formas da piedade sem a sua eficácia. Esta é a religião que precisamente desejam as multidões.
A pretensão da igreja ao direito de perdoar, leva o romanista a sentir-se com liberdade de pecar; e a ordenança da confissão, sem a qual o perdão não é conferido, tende igualmente a dar livre curso ao mal. O que se ajoelha diante de um mortal e revela em confissão os pensamentos e imaginações secretos do coração, está aviltando a sua varonilidade, degradando todo nobre instinto da alma. Desvendando os pecados de sua vida a um sacerdote - mortal falível, pecador, e mui freqüentemente corrompido pelo vinho e licenciosidade - sua norma de caráter é rebaixada, e, como conseqüência, fica contaminado. Seu conceito acerca de Deus é degradado à semelhança da humanidade decaída; pois o padre se acha como representante de Deus. Esta degradante confissão de homem para homem é a fonte secreta donde têm fluído muitos dos males que aviltam o mundo e o preparam para a destruição final. Todavia, para o que ama a satisfação própria, é mais agradável confessar a um semelhante mortal do que abrir a alma a Deus. Fica mais a gosto da natureza humana fazer penitência do que renunciar ao pecado; é mais fácil mortificar a carne com cilício, urtigas e aflitivas cadeias, do que crucificar os desejos carnais. Pesado é o fardo que o coração carnal deseja levar de preferência a curvar-se ao jugo de Cristo.
Existia notável semelhança entre a Igreja de Roma e a igreja judaica, ao tempo do primeiro advento de Cristo. Ao passo que os judeus secretamente espezinhavam todos os princípios da lei de Deus, eram exteriormente rigorosos na observância de seus preceitos, sobrecarregando-a com exorbitâncias e tradições que tornavam difícil e penosa a obediência. Assim como os judeus professavam reverenciar a lei, pretendem os romanistas reverenciar a cruz. Exaltam o símbolo dos sofrimentos de Cristo, enquanto no viver negam Aquele a quem ela representa.
Os romanistas colocam cruzes sobre as igrejas, sobre os altares e sobre as vestes. Por toda parte se vê a insígnia da cruz. Por toda parte é ela exteriormente honrada e exaltada. Mas os ensinos de Cristo estão sepultados sob um montão de tradições destituídas de sentido, falsas interpretações e rigorosas exigências. As palavras do Salvador relativas aos fanáticos judeus, aplicam-se com maior força ainda aos chefes da Igreja Católica Romana: "Atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo os querem mover." Mat. 23:4. Almas conscienciosas são conservadas em constante terror, temendo a ira de um Deus que foi ofendido, enquanto muitos dos dignitários da igreja estão a viver no luxo e em prazeres sensuais.
O culto das imagens e relíquias, a invocação dos santos e a exaltação do papa são ardis de Satanás para desviar de Deus e de Seu Filho a mente do povo. Para efetuar sua ruína, esforça-se por afastar sua atenção dAquele por meio de quem unicamente podem encontrar salvação. Dirigirá as almas para qualquer objeto pelo qual possa ser substituído Aquele que disse: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei." Mat. 11:28.
É o constante esforço de Satanás representar falsamente o caráter de Deus, a natureza do pecado e os resultados finais em jogo no grande conflito. Seus sofismas diminuem a obrigação da lei divina dando ao homem licença para pecar. Ao mesmo tempo fá-lo Satanás acariciar falsas concepções acerca de Deus, de maneira que O considera com temor e ódio, em vez de amor. A crueldade inerente ao seu próprio caráter é atribuída ao Criador; aparece incorporada aos vários sistemas de religião e expressa nas diversas formas de culto. Sucede assim que a mente dos homens é cegada e Satanás deles se aproveita como agentes para guerrear contra Deus. Por meio de concepções pervertidas acerca dos atributos divinos, foram as nações gentílicas levadas a crer serem os sacrifícios humanos necessários para alcançar o favor da Divindade; e horríveis crueldades têm sido perpetradas sob as várias formas de idolatria.
A Igreja Católica Romana, unindo as formas do paganismo com as do cristianismo, e, à semelhança do primeiro, representando falsamente o caráter de Deus, tem recorrido a práticas não menos cruéis e revoltantes. Nos dias da supremacia de Roma, houve instrumentos de tortura para forçar o assentimento a suas doutrinas. Houve a fogueira para os que não queriam admitir suas exigências. Houve massacres em proporções que jamais serão conhecidos até que se revelem no dia do juízo. Os dignitários da igreja, dirigidos por seu chefe Satanás, dedicavam-se a inventar meios para produzir a maior tortura possível antes de pôr termo à vida das vítimas. Em muitos casos o processo infernal era repetido ao limite extremo da resistência humana, até que a natureza capitulava na luta e o sofredor saudava a morte como doce alívio.
Esta era a sorte dos que discordavam de Roma. Para os seus adeptos tinha ela a disciplina do açoite, da fome, das austeridades corporais de todas as formas imagináveis, cujo aspecto punge o coração. Para conseguir o favor do Céu, os penitentes violavam as leis de Deus transgredindo as leis da Natureza. Eram ensinados a romper com os laços que Ele fizera para abençoar e alegrar a permanência do homem na Terra. Os cemitérios das igrejas contêm milhões de vítimas que passaram a vida em vãos esforços para subjugar as afeições naturais, para reprimir, como se fosse ofensivo a Deus, todo pensamento e sentimento de simpatia para com o semelhante.
Se quisermos compreender a decidida crueldade de Satanás, manifestada no transcurso dos séculos, não entre os que jamais ouviram algo acerca de Deus, mas no próprio coração da cristandade e através da mesma em toda a sua extensão, temos apenas de olhar para a história do romanismo. Por meio deste gigantesco sistema de engano, o príncipe do mal leva a efeito seu propósito de acarretar a desonra a Deus e a desgraça ao homem. E, vendo nós como consegue disfarçar-se e realizar a sua obra por intermédio dos dirigentes da igreja, melhor podemos compreender o motivo de ter tão grande aversão à Escritura Sagrada. Se este Livro for lido, a misericórdia e amor de Deus serão revelados; ver-se-á que Ele não impõe aos homens nenhum desses pesados fardos. Tudo que requer é um coração quebrantado e contrito, um espírito humilde e obediente.
Cristo não dá em Sua vida nenhum exemplo que autorize os homens e mulheres a se encerrarem em mosteiros sob pretexto de se prepararem para o Céu. Jamais ensinou que o amor e a simpatia devem ser reprimidos. O coração de Jesus transbordava de amor. Quanto mais o homem se aproxima da perfeição moral, mais acentuada é sua sensibilidade, mais aguda a percepção do pecado e mais profunda a simpatia para com os aflitos. O papa pretende ser o vigário de Cristo; mas como se poderá comparar o seu caráter com o de nosso Salvador? Viu-se alguma vez Cristo condenar homens à prisão ou ao instrumento de tortura, porque não Lhe renderam homenagem como Rei do Céu? Acaso foi Sua voz ouvida a sentenciar à morte os que O não aceitaram? Quando foi menosprezado pelo povo da aldeia samaritana, o apóstolo João se encheu de ira e perguntou: "Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também o fez?" Jesus olhou, compassivo, para o discípulo e censurou-lhe a severidade, dizendo: "O Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las." Luc. 9:54 e 56. Quão diferente do espírito manifestado por Cristo é o de Seu professo vigário!
A Igreja de Roma apresenta hoje ao mundo uma fronte serena, cobrindo de justificações o registro de suas horríveis crueldades. Vestiu-se com roupagens de aspecto cristão; não mudou, porém. Todos os princípios formulados pelo papado em épocas passadas, existem ainda hoje. As doutrinas inventadas nas tenebrosas eras ainda são mantidas. Ninguém se deve iludir. O papado que os protestantes hoje se acham tão prontos para honrar é o mesmo que governou o mundo nos dias da Reforma, quando homens de Deus se levantavam, com perigo de vida, a fim de denunciar sua iniqüidade. Possui o mesmo orgulho e arrogante presunção que dele fizeram senhor sobre reis e príncipes, e reclamaram as prerrogativas de Deus. Seu espírito não é menos cruel e despótico hoje do que quando arruinou a liberdade humana e matou os santos do Altíssimo.
O papado é exatamente o que a profecia declarou que havia de ser: a apostasia dos últimos tempos (II Tess. 2:3 e 4). Faz parte de sua política assumir o caráter que melhor cumpra o seu propósito; mas sob a aparência variável do camaleão, oculta o invariável veneno da serpente. "Não se deve manter a palavra empenhada aos hereges, nem com pessoas suspeitas de heresias", declara Roma. - História do Concílio de Constança, de Lenfant. Deverá esta potência, cujo registro milenar se acha escrito com o sangue dos santos, ser hoje reconhecida como parte da igreja de Cristo?
Não é sem motivo que se tem feito nos países protestantes a alegação de que o catolicismo difere hoje menos do protestantismo do que nos tempos passados. Houve uma mudança; mas esta não se verificou no papado. O catolicismo na verdade em muito se assemelha ao protestantismo que hoje existe; pois o protestantismo moderno muito se distancia daquele dos dias da Reforma.
Tendo estado as igrejas protestantes à procura do favor do mundo, a falsa caridade lhes cegou os olhos. Não vêem senão que é direito julgar bem de todo o mal; e, como resultado inevitável, julgarão finalmente mal de todo o bem. Em vez de permanecerem em defesa da fé que uma vez foi entregue aos santos, estão hoje, por assim dizer, justificando Roma, por motivo de sua opinião inclemente para com ela, e rogando perdão pelo seu fanatismo.
Uma numerosa classe, mesmo dentre os que consideram o romanismo sem favor, pouco perigo percebe em seu poderio e influência. Muitos insistem em que as trevas intelectuais e morais que prevaleceram durante a Idade Média favoreceram a propagação de seus dogmas, superstições e opressão, e que a inteligência maior dos tempos modernos, a difusão geral do saber e a crescente liberalidade em matéria de religião, vedam o avivamento da intolerância e tirania. O próprio pensamento de que tal estado de coisas venha a existir nesta era esclarecida, é ridicularizado. É verdade que grande luz intelectual, moral e religiosa resplandece sobre esta geração. Das páginas abertas da santa Palavra de Deus, tem-se derramado luz do Céu sobre o mundo. Mas cumpre lembrar que quanto maior a luz concedida, maiores as trevas dos que a pervertem ou rejeitam.
Um estudo da Escritura Sagrada, feito com oração, mostraria aos protestantes o verdadeiro caráter do papado, e os faria aborrecê-lo e evitá-lo; mas muitos são tão sábios em seu próprio conceito que não sentem necessidade de humildemente buscar a Deus para que possam ser levados à verdade. Posto que se orgulhando de sua ilustração, são ignorantes tanto sobre as Escrituras como a respeito do poder de Deus. Precisam de algum meio de acalmar a consciência; e buscam o que menos espiritual e humilhante é. O que desejam é um modo de esquecer a Deus, que passe por um modo de lembrar-se dEle. O papado está bem adaptado a satisfazer às necessidades de todos estes. Está preparado para as duas classes da humanidade, abrangendo o mundo quase todo: os que desejam salvar-se pelos próprios méritos, e os que desejam ser salvos em seus pecados. Eis aqui o segredo de seu poder.
Uma época de grandes trevas intelectuais demonstrou-se favorável ao êxito do papado. Provar-se-á ainda que um tempo de grande luz intelectual é igualmente favorável a seu triunfo. Nos séculos antigos, quando os homens estavam sem a Palavra de Deus e sem conhecimento da verdade, seus olhos estavam vendados, e milhares se enredavam, não vendo a cilada que lhes era armada sob os pés. Nesta geração muitos há cujos olhos se tornam ofuscados pelo resplendor das especulações humanas - da "falsamente chamada ciência"; não percebem a rede e nela caem tão facilmente como se estivessem de olhos vendados. É o intuito de Deus que as faculdades intelectuais do homem sejam tidas na conta de um dom proveniente de seu Criador, e empregadas no serviço da verdade e da justiça; mas, quando são acariciados o orgulho e a ambição, e os homens exaltam as suas próprias teorias acima da Palavra de Deus, pode então a inteligência causar maior dano que a ignorância. Assim a falsa ciência da atualidade que mina a fé nas Escrituras Sagradas, mostrar-se-á tão bem-sucedida no preparar o caminho para a aceitação do papado com seu formalismo aprazível, como o fez a retenção do saber ao abrir o caminho para o seu engrandecimento na Idade Média.
No movimento ora em ação nos Estados Unidos a fim de conseguir para as instituições e usos da igreja o apoio do Estado, os protestantes estão a seguir as pegadas dos romanistas. Na verdade, mais que isto, estão abrindo a porta para o papado a fim de adquirir na América do Norte protestante a supremacia que perdeu no Velho Mundo. E o que dá maior significação a este movimento é o fato de que o principal objeto visado é a obrigatoriedade da observância do domingo, prática que se originou com Roma, e que ela alega como sinal de sua autoridade. É o espírito do papado - espírito de conformidade com os costumes mundanos, com a veneração das tradições humanas acima dos mandamentos de Deus - que está embebendo as igrejas protestantes e levando-as a fazer a mesma obra de exaltação do domingo, a qual antes delas fez o papado.
Se o leitor deseja compreender que agentes atuarão na luta prestes a vir, não tem senão que investigar o relato dos meios que Roma empregou com o mesmo fito nos séculos passados. Se quiser saber como romanistas e protestantes, unidos, tratarão os que rejeitarem seus dogmas, veja o espírito que Roma manifestou em relação ao sábado e seus defensores.
Editos reais, concílios gerais e ordenanças eclesiásticas, apoiadas pelo poder secular, foram os passos por que a festividade pagã alcançou posição de honra no mundo cristão. A primeira medida de ordem pública impondo a observância do domingo foi a lei feita por Constantino. (No ano 321.Ver Apêndice, cap. 35, nota 1) Este edito exigia que o povo da cidade repousasse no venerável dia do Sol", mas permitia aos homens do campo continuarem com suas fainas agrícolas. Posto que virtualmente um estatuto pagão, foi imposto pelo imperador depois de ser nominalmente aceito pelo cristianismo.
Como a ordem real não parecia substituir de modo suficiente a autoridade divina, Eusébio, bispo que procurava o favor dos príncipes e era amigo íntimo e adulador de Constantino, propôs a alegação de que Cristo transferira o sábado para o domingo. Nenhum testemunho das Escrituras, sequer, foi aduzido em prova da nova doutrina. O próprio Eusébio inadvertidamente reconhece sua falsidade, e indica os verdadeiros autores da mudanç a "Todas as coisas", diz ele, "que se deveriam fazer no sábado nós as transferimos para o dia do Senhor." - Leis e Deveres Sabáticos, de R. Cox. Mas o argumento do domingo, infundado como era, serviu para incentivar os homens a desprezarem o sábado do Senhor. Todos os que desejavam ser honrados pelo mundo, aceitaram a festividade popular.
Com o firme estabelecimento do papado, a obra da exaltação do domingo continuou. Durante algum tempo o povo se ocupou com trabalho agrícola fora das horas de culto, e o sétimo dia, o sábado, continuou a ser considerado como dia de repouso. Lenta e seguramente, porém, se foi efetuando a mudança. Aos que se achavam em cargos sagrados era vedado proceder, no domingo, a julgamentos em qualquer questão civil. Logo depois, ordenava-se a todas as pessoas; de qualquer classe, abster-se do trabalho usual, sob pena de multa aos livres, e açoites no caso de serem servos. Mais tarde foi decretado que os ricos fossem punidos com a perda da metade dos bens; e, finalmente, que, se obstinassem, fossem escravizados. As classes inferiores deveriam sofrer banimento perpétuo.
Recorreu-se também aos milagres. Entre outros prodígios foi referido que estando um lavrador, em dia de domingo, a limpar o arado com um ferro para em seguida lavrar o campo, o ferro cravou-se-lhe firmemente na mão, e durante dois anos ele o carregou consigo, "para a sua grande dor e vergonha". - Discurso Histórico e Prático Sobre o Dia do Senhor, de Francis West.
Mais tarde o papa deu instruções para que o padre da paróquia admoestasse os violadores do domingo, e fizesse com que fossem à igreja dizer suas orações, não acontecesse trouxessem eles alguma grande calamidade sobre si mesmos e os vizinhos. Um concílio eclesiástico apresentou o argumento, desde então mui largamente empregado, mesmo pelos protestantes, de que, tendo pessoas sido fulminadas por raios enquanto trabalhavam no domingo, deve este ser o dia de repouso. "É evidente", diziam os prelados, "quão grande foi o desprazer de Deus pela sua negligência quanto a este dia." Fez-se então o apelo para que padres e ministros, reis e príncipes, e todo o povo fiel, "empregassem os maiores esforços e cuidado a fim de que o dia fosse restabelecido à sua honra e, para crédito do cristianismo, mais dedicadamente observado no futuro. - Discurso em Seis Diálogos Sobre o Nome, Noção e Observância do Dia do Senhor, de T. Morer.
Mostrando-se insuficientes os decretos dos concílios, foi rogado às autoridades seculares que promulgassem um edito que inspirasse terror ao povo, e o obrigasse a abster-se do trabalho no domingo. Num sínodo realizado em Roma, todas as decisões anteriores foram reafirmadas, com maior força e solenidade. Foram também incorporadas à lei eclesiástica, e impostas pelas autoridades civis, através de quase toda a cristandade. - História do Sábado, de Heylyn.
A ausência de autoridade escriturística para a guarda do domingo ainda ocasionava não pequenas dificuldades. O povo punha em dúvida o direito de seus instrutores de deixarem de lado a positiva declaração de Jeová: "o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus", para honrar o dia do Sol. A fim de suprir a falta de testemunho bíblico, foram necessários outros expedientes. Um zeloso defensor do domingo, que pelos fins do século XII visitou as igrejas da Inglaterra, encontrou resistência por parte de fiéis testemunhas da verdade; e tão infrutíferos foram os seus esforços que se retirou do país por algum tempo, em busca de meios para fazer valer os seus ensinos. Ao voltar, a falta foi suprida, e em seus trabalhos posteriores obteve maior êxito. Trouxe consigo um rolo que dizia provir do próprio Deus, e conter a necessária ordem para a observância do domingo, com terríveis ameaças para amedrontar o desobediente. Este precioso documento - fraude tão vil como a instituição que apoiava, dizia-se haver caído do Céu, e sido achado em Jerusalém, sobre o altar de Simeão, no Gólgota. Mas, em realidade, o palácio pontifical em Roma foi a fonte donde procedeu. Fraudes e falsificações para promover o poderio e prosperidade da igreja têm sido em todos os séculos consideradas lícitas pela hierarquia papal.
O rolo proibia o trabalho desde a hora nona, três horas da tarde, do sábado, até ao nascer do Sol na segunda-feira; e declarava-se ser a sua autoridade confirmada por muitos milagres. Referia-se que pessoas que trabalharam além da hora indicada, foram atacadas de paralisia. Certo moleiro que tentou moer o trigo, viu, em lugar da farinha, sair uma torrente de sangue, e a mó ficar parada apesar do forte ímpeto da água. Uma mulher que pusera massa de pão ao forno, achou-a crua quando foi tirada, embora o forno estivesse muito quente. Outra que tinha massa preparada para cozer à hora nona, mas resolvera deixá-la de lado até segunda-feira, encontrou-a no dia seguinte transformada em pães e estava cozida pelo poder divino. Um homem que cozeu o pão depois da hora nona no sábado, achou, ao parti-lo na manhã seguinte, que do mesmo saía sangue. Por meio de tais invencionices absurdas e supersticiosas, esforçaram-se os defensores do domingo por estabelecer a santidade deste. - Anais, de Roger de Hoveden.
Na Escócia, assim como na Inglaterra, conseguiu-se consideração maior pelo domingo, unindo-se-lhe uma parte do antigo sábado. Mas o tempo que se exigia fosse santificado, variava. Um edito do rei da Escócia declarou que "se deveria considerar santo desde o meio-dia de sábado", e que ninguém, desde aquela hora até segunda-feira de manhã, deveria ocupar-se em trabalhos seculares. - Diálogos Sobre o Dia do Senhor, de Morer.
Mas, apesar de todos os esforços para estabelecer a santidade do domingo, os próprios romanistas publicamente confessavam a autoridade divina do sábado, e a origem humana da instituição pela qual foi ele suplantado. No século XVI, um concílio papal declarou francamente: "Lembrem-se todos os cristãos de que o sétimo dia foi consagrado por Deus, recebido e observado, não somente pelos judeus mas por todos os outros que pretendiam adorar a Deus, embora nós, os cristãos, tenhamos mudado o Seu sábado para o dia do Senhor (domingo)." - Ibidem. Os que estavam a se intrometer com a lei divina, não ignoravam o caráter de sua obra. Achavam-se deliberadamente colocando-se acima de Deus.
Exemplo notável da política de Roma para com os que dela discordavam, foi dado na longa e sanguinolenta perseguição dos valdenses, alguns dos quais eram observadores do sábado. Outros sofreram de modo semelhante pela sua fidelidade para com o quarto mandamento. A história das igrejas da Etiópia é especialmente significativa. Em meio das trevas da Idade Média, os cristãos da África Central foram perdidos de vista e esquecidos pelo mundo, e durante muitos séculos gozaram liberdade no exercício de sua fé. Mas finalmente Roma soube de sua existência, e o imperador da Etiópia foi logo induzido a reconhecer o papa como vigário de Cristo. Seguiram-se outras concessões. Foi promulgado um edito proibindo a observância do sábado, sob as mais severas penas. - História Eclesiástica da Etiópia, de Michael Geddes. Mas a tirania papal se tornou logo um jugo tão amargo, que os etíopes resolveram sacudi-lo de seu pescoço. Depois de luta terrível, os romanistas foram banidos de seus domínios, restabelecendo-se a antiga fé. As igrejas regozijaram-se com a liberdade, e jamais olvidaram a lição que aprenderam concernente aos enganos, fanatismo e poder despótico de Roma. Estavam contentes por permanecerem dentro de seu reino solitário, desconhecidos para o resto da cristandade.
As igrejas da África observavam o sábado como este fora guardado pela igreja papal antes de sua completa apostasia. Enquanto guardavam o sétimo dia em obediência ao mandamento de Deus, abstinham-se de trabalhar no domingo, em conformidade com o costume da igreja. Obtendo poder supremo, Roma pisou sobre o sábado do Senhor para exaltar o seu próprio; mas as igrejas da África, ocultas quase durante mil anos, não participaram desta apostasia. Quando postas sob o domínio de Roma, foram obrigadas a deixar de lado o verdadeiro sábado e exaltar o falso; porém, mal readquiriram a independência, voltaram a obedecer ao quarto mandamento. (Ver Apêndice, cap. 35, nota 2).
Estes relatos do passado revelam claramente a inimizade de Roma para com o sábado legítimo e seus defensores, e os meios que emprega para honrar a instituição por ela criada. A Palavra de Deus ensina que estas cenas devem repetir-se, quando os católicos romanos e protestantes se unirem para a exaltação do domingo.
A profecia do capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro fará com que a "Terra e os que nela habitam" adorem o papado, ali simbolizado pela besta "semelhante ao leopardo". A besta de dois chifres dirá também "aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta; e, ainda mais, mandará a todos, "pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos", que recebam o "sinal da besta". Apoc. 13:11-16. Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder. "Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta." Apoc. 13:3. A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: "A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta." Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento (II Tess. 2:8). Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: "Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida." Apoc. 13:8. Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma.
Durante mais de meio século, investigadores das profecias nos Estados Unidos têm apresentado ao mundo este testemunho. Nos acontecimentos que ora estão a ocorrer, percebe-se rápido progresso no sentido do cumprimento da profecia. Com os ensinadores protestantes há a mesma pretensão de autoridade divina para a guarda do domingo, e a mesma falta de provas bíblicas, que há com os chefes papais que forjaram os milagres para suprir a falta do mandamento de Deus. A afirmação de que os juízos divinos caem sobre os homens por motivo de violarem o repouso dominical, será repetida. Já se ouvem vozes neste sentido. E o movimento para impor a observãncia do domingo está rapidamente ganhando terreno.
A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja?
A Igreja Católica Romana, com todas as suas ramificações pelo mundo inteiro, forma vasta organização, dirigida da sé papal, e destinada a servir aos interesses desta. Seus milhões de adeptos, em todos os países do globo, são instruídos a se manterem sob obrigação de obedecer ao papa. Qualquer que seja a sua nacionalidade ou governo, devem considerar a autoridade da igreja acima de qualquer outra autoridade. Ainda que façam juramento prometendo lealdade ao Estado, por trás disto, todavia, jaz o voto de obediência a Roma, absolvendo-os de toda obrigação contrária aos interesses dela.
A História testifica de seus esforços, astutos e persistentes, no sentido de insinuar-se nos negócios das nações; e, havendo conseguido pé firme, nada mais faz que favorecer seus próprios interesses, mesmo com a ruína de príncipes e povo. No ano 1204, o papa Inocêncio III arrancou de Pedro II, rei de Aragão, o seguinte e extraordinário juramento: "Eu, Pedro, rei dos aragoneses, declaro e prometo ser sempre fiel e obediente a meu senhor, o Papa Inocêncio, a seus sucessores católicos, e à Igreja Romana, e fielmente preservar meu reino em sua obediência, defendendo a fé católica, e perseguindo a corrupção herética." - História do Romanismo, de Dowling. Isso está em harmonia com as pretensões relativas ao poder do pontífice romano, de que "lhe é lícito depor imperadores", e de que "pode absolver os súditos, de sua fidelidade para com os governantes ímpios". - História Eclesiástica, de Mosheim. (Ver também Apêndice, cap. 35, nota 3)
E, convém lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda. Os princípios de Gregório VII e Inocêncio III ainda são os princípios da Igreja Católica Romana. E tivesse ela tão-somente o poder, pô-los-ia em prática com tanto vigor agora como nos séculos passados. Pouco sabem os protestantes do que estão fazendo ao se proporem aceitar o auxílio de Roma na obra da exaltação do domingo. Enquanto se aplicam à realização de seu propósito, Roma está visando a restabelecer o seu poder, para recuperar a supremacia perdida. Estabeleça-se nos Estados Unidos o princípio de que a igreja possa empregar ou dirigir o poder do Estado; de que as observâncias religiosas possam ser impostas pelas leis seculares; em suma, que a autoridade da igreja e do Estado devem dominar a consciência, e Roma terá assegurado o triunfo nesse país.
A Palavra de Deus deu aviso do perigo iminente; se este for desatendido, o mundo protestante saberá quais são realmente os propósitos de Roma, apenas quando for demasiado tarde para escapar da cilada. Ela está silenciosamente crescendo em poder. Suas doutrinas estão a exercer influência nas assembléias legislativas, nas igrejas e no coração dos homens. Está a erguer suas altaneiras e maciças estruturas, em cujos secretos recessos se repetirão as anteriores perseguições. Sorrateiramente, e sem despertar suspeitas, está aumentando suas forças para realizar seus objetivos ao chegar o tempo de dar o golpe. Tudo que deseja é a oportunidade, e esta já lhe está sendo dada. Logo veremos e sentiremos qual é o propósito do romanismo. Quem quer que creia na Palavra de Deus e a ela obedeça, incorrerá, por esse motivo em censura e perseguição.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
APÊNDICE
CAPÍTULO 3
NOTA 1: Títulos. - Em uma passagem que fez parte da lei canônica romana, o papa Inocêncio III declara que o pontífice romano é "o representante sobre a Terra, não de um mero homem, senão do próprio Deus"; e em uma interpretação da passagem se explica que isto é porque ele é o vigário de Cristo, que é o "mesmo Deus e o mesmo homem". (Ver Decretal D. Gregor. Pap. IX. lib. 1. de translat. Episc. tit. 7 c. 3. Corp. Jur. Canon. ed. Paris, 1612; tom. II Decretal. col. 205.) Os documentos que formavam as decretais foram reunidos por Graciano, que ensinava na Universidade de bologna, carta do ano 1140. Sua obra foi ampliada e reeditada pelo Papa Gregório IX, em edição de 1234. Outros documentos apareceram em anos sucessivos, de tempos a tempos, como as Extravagantes, incluídas pelo fim do século quinze. Todos eles, com o Decretum de Graciano, foram publicados como o Corpus Juris Caaonici em 1582. O Papa Pio X autorizou a codificação em lei canônica em 1904, e o código resultante entrou em vigor em 1918.
Em relação ao título - "Senhor Deus o Papa", ver uma interpretação nas Extravagantes do Papa João XXII, título 14, cap. 4, "Declaramus". Em uma edição de Antuérpia das Extravagantes datada de 1584, as palavras "Dominum Deem nastrum Papam" (Nosso Senhor Deus o Papa) ocorrem na coluna 153. Em uma edição de Paris, delude de 1612, ocorrem na coluna 140. Em várias edições publicadas desde 1612, a palavra "Deum" (Deus) foi omitida.
NOTA 2: Culto de lmagens. - "O culto de imagens ... foi uma das corrupções do cristianismo que se insinuaram na igreja furtivamente e quase sem serem notadas nem observadas. Esta corrupção, semelhante a outras heresias, não se desenvolveu de pronto, pois que em tal caso teria encontrado decidida censura e reprovação: aintes, começando sob um belo disfarce, tão gradualmente foi uma prática introduzida após outra em conexão com a mesma, que a igreja se tornou profundamente embebida no costume da idolatria, não somente sem qualquer oposição eficaz, mas quase sem qualquer decidida admoestação; quando finalmente fez um esforço para desarraigá-la, verificou-se que o mal estava muito profundamente fixo para se admitir a sua remoção . . . Deve ser atribuído à tendência idolátrica do coração humano, e à propensão deste para servir à criatura mais do que ao Criador . . .
"Imagens a quadros foram a princípio introduzidos nas igrejas, não para serem adorados, mas antes em lugar dos livros, a fim de darem instrução àqueles que não sabiam ler, ou excitar devoção no espírito de outros. Até que ponto corresponderam a tal propósito, é duvidoso; mas, concedendo, embora, que este fosse o caso por algum tempo, logo deixou de ser assim, e notou-se que os quadros e imagens obscureciam a mente dos ignorantes em vez de a esclarecer, degradavam a devoção do adorador em lugar de a exaltar. Assim é que, por mais que tivessem sido destinadas a dirigir a mente dos homens a Deus, acabaram por desviá-la dEle para o culto das coisas criadas." - J. Mendham, The Seventh General Council, the Second of Nicea, Introdução, págs. III-VI.
Quanto a um relato dos atos e decisões do Segundo Concílio de Nicéia, ano 787, convocado para estabelecer o culto às imagens, ver Baronius Annales Ecclesiastics, Vol. IX, págs. 391-407 (ed. de 1612 de Antuérpia); J. Mendham: The Seventh General Council, Gee Second of Nicea; Ed. Stillingfleet: Defence of the Discourse Concerning the Idolatry Practiced in the Church of Rome (Londres 1686); A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers, segunda série, Vol. XIV, págs. 521-587 (Nova Iorque, 1900); C. J. Hefelé, Histoire den Conches, livro 18, cap. 1, sec. 332 a 333; cap. 2, sec. 345-352.
NOTA 3: Edito de Constantino. - A lei promulgada por Constantino a sete de março de 321, relativa a um dia de descanso, assim reza:
"Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro die é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu." - Codex Justinianus, lib. 13, tit. 12, or. 2 (3).
"Descansem todos os juízes, o povo das cidades e os oficiais de todas as artes no venerável dia do Sol. Mas trabalhem livre e licitamente nas fainas agrícolas os estabelecidos nos campos, pois acontece com frequência qua em nenhum outro dia se deita mais convenientemente o grão aos sulcos e se plantam vides nas covas, a fim de que com a ocasião do momento não se perca o benefício concedido pela celestial providência." Código de justiniano, lib. 3, tit. 12, par. 2 (3) (na edição em latim e castelhano, por Gracie del Corral, intitulada Corpo no direito civil romano: tomo 4, pág. 333, Barcelona, 1892).
Além disco, o original latim se acha em J. I. v. Mosheim: Institutionem Historae Ecclesiasticae Antiquoris et Recenciores, sig. 4, parte 2, cap. 4, sec. 5, e em muitas outras obras.
Diz o Dicionário Enciclopédico Hisp. Amer., art. Domingo: "O imperador Constantino, no ano 321, foi o primeiro a ordenar a rigorosa observância do domingo, proibindo toda classe de negócios jurídicos, ocupações e trabalhos; unicamente se permitia aos lavradores que trabalhassem aos domingos nas fainas agrícolas, se o tempo fosse favorável. Uma lei posterior, do ano 425, proibiu a celebração de toda classe de representações teatrais e, afinal, no século VII aplicaram-se com todo o rigor, ao domingo cristão, as proibições do sábado judaico."
NOTA 4: Datas Proféticas - Princípio importante na interpretação profética, em relação ás profecias que têm que ver com tempo, é o princípio do dia-ano, segundo o qual um dia de tempo profético é contado como um ano de tempo histórico. Antes de entrarem os israelitas em Canaã, mandaram doze espias a espiarem a terra. Estiveram ausentes quarenta dies, e ao voltarem, os hebreus, assustados com o que disseram, recusaram-se a subir e possuir a Terra Prometida. O resultado foi uma sentença, passada pelo Senhor: "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dies, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos." (Núm. 14:34.) Método semelhante de computar tempo futuro é indicado pelo profeta Ezequiel. Quarenta anos de punição por suas iniquidades aguardavam o reino de Judá. Disse o Senhor, mediante o profeta: "Quarenta dias te dei, cada dia por um ano." (Ezeq. 4:7.) Este princípio do dia-ano tem aplicação importante na interpretação do elemento-tempo, na profecia das "Duas mil e trezentas tardes e manhãs" (Dan. 8:14), e no período de 1260 dias, indicado de várias maneiras: "Um tempo, dois tempos e metade dum tempo" (Dan. 7:25); "quarenta e dois meses" (Apoc. 11:2; 13:5); "mil duzentos e sessenta dias" (Apoc. 11:3; 12:6); e "três dias e meio" (Apoc. 11:9).
NOTA 1: Títulos. - Em uma passagem que fez parte da lei canônica romana, o papa Inocêncio III declara que o pontífice romano é "o representante sobre a Terra, não de um mero homem, senão do próprio Deus"; e em uma interpretação da passagem se explica que isto é porque ele é o vigário de Cristo, que é o "mesmo Deus e o mesmo homem". (Ver Decretal D. Gregor. Pap. IX. lib. 1. de translat. Episc. tit. 7 c. 3. Corp. Jur. Canon. ed. Paris, 1612; tom. II Decretal. col. 205.) Os documentos que formavam as decretais foram reunidos por Graciano, que ensinava na Universidade de bologna, carta do ano 1140. Sua obra foi ampliada e reeditada pelo Papa Gregório IX, em edição de 1234. Outros documentos apareceram em anos sucessivos, de tempos a tempos, como as Extravagantes, incluídas pelo fim do século quinze. Todos eles, com o Decretum de Graciano, foram publicados como o Corpus Juris Caaonici em 1582. O Papa Pio X autorizou a codificação em lei canônica em 1904, e o código resultante entrou em vigor em 1918.
Em relação ao título - "Senhor Deus o Papa", ver uma interpretação nas Extravagantes do Papa João XXII, título 14, cap. 4, "Declaramus". Em uma edição de Antuérpia das Extravagantes datada de 1584, as palavras "Dominum Deem nastrum Papam" (Nosso Senhor Deus o Papa) ocorrem na coluna 153. Em uma edição de Paris, delude de 1612, ocorrem na coluna 140. Em várias edições publicadas desde 1612, a palavra "Deum" (Deus) foi omitida.
NOTA 2: Culto de lmagens. - "O culto de imagens ... foi uma das corrupções do cristianismo que se insinuaram na igreja furtivamente e quase sem serem notadas nem observadas. Esta corrupção, semelhante a outras heresias, não se desenvolveu de pronto, pois que em tal caso teria encontrado decidida censura e reprovação: aintes, começando sob um belo disfarce, tão gradualmente foi uma prática introduzida após outra em conexão com a mesma, que a igreja se tornou profundamente embebida no costume da idolatria, não somente sem qualquer oposição eficaz, mas quase sem qualquer decidida admoestação; quando finalmente fez um esforço para desarraigá-la, verificou-se que o mal estava muito profundamente fixo para se admitir a sua remoção . . . Deve ser atribuído à tendência idolátrica do coração humano, e à propensão deste para servir à criatura mais do que ao Criador . . .
"Imagens a quadros foram a princípio introduzidos nas igrejas, não para serem adorados, mas antes em lugar dos livros, a fim de darem instrução àqueles que não sabiam ler, ou excitar devoção no espírito de outros. Até que ponto corresponderam a tal propósito, é duvidoso; mas, concedendo, embora, que este fosse o caso por algum tempo, logo deixou de ser assim, e notou-se que os quadros e imagens obscureciam a mente dos ignorantes em vez de a esclarecer, degradavam a devoção do adorador em lugar de a exaltar. Assim é que, por mais que tivessem sido destinadas a dirigir a mente dos homens a Deus, acabaram por desviá-la dEle para o culto das coisas criadas." - J. Mendham, The Seventh General Council, the Second of Nicea, Introdução, págs. III-VI.
Quanto a um relato dos atos e decisões do Segundo Concílio de Nicéia, ano 787, convocado para estabelecer o culto às imagens, ver Baronius Annales Ecclesiastics, Vol. IX, págs. 391-407 (ed. de 1612 de Antuérpia); J. Mendham: The Seventh General Council, Gee Second of Nicea; Ed. Stillingfleet: Defence of the Discourse Concerning the Idolatry Practiced in the Church of Rome (Londres 1686); A Select Library of Nicene and Post-Nicene Fathers, segunda série, Vol. XIV, págs. 521-587 (Nova Iorque, 1900); C. J. Hefelé, Histoire den Conches, livro 18, cap. 1, sec. 332 a 333; cap. 2, sec. 345-352.
NOTA 3: Edito de Constantino. - A lei promulgada por Constantino a sete de março de 321, relativa a um dia de descanso, assim reza:
"Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro die é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu." - Codex Justinianus, lib. 13, tit. 12, or. 2 (3).
"Descansem todos os juízes, o povo das cidades e os oficiais de todas as artes no venerável dia do Sol. Mas trabalhem livre e licitamente nas fainas agrícolas os estabelecidos nos campos, pois acontece com frequência qua em nenhum outro dia se deita mais convenientemente o grão aos sulcos e se plantam vides nas covas, a fim de que com a ocasião do momento não se perca o benefício concedido pela celestial providência." Código de justiniano, lib. 3, tit. 12, par. 2 (3) (na edição em latim e castelhano, por Gracie del Corral, intitulada Corpo no direito civil romano: tomo 4, pág. 333, Barcelona, 1892).
Além disco, o original latim se acha em J. I. v. Mosheim: Institutionem Historae Ecclesiasticae Antiquoris et Recenciores, sig. 4, parte 2, cap. 4, sec. 5, e em muitas outras obras.
Diz o Dicionário Enciclopédico Hisp. Amer., art. Domingo: "O imperador Constantino, no ano 321, foi o primeiro a ordenar a rigorosa observância do domingo, proibindo toda classe de negócios jurídicos, ocupações e trabalhos; unicamente se permitia aos lavradores que trabalhassem aos domingos nas fainas agrícolas, se o tempo fosse favorável. Uma lei posterior, do ano 425, proibiu a celebração de toda classe de representações teatrais e, afinal, no século VII aplicaram-se com todo o rigor, ao domingo cristão, as proibições do sábado judaico."
NOTA 4: Datas Proféticas - Princípio importante na interpretação profética, em relação ás profecias que têm que ver com tempo, é o princípio do dia-ano, segundo o qual um dia de tempo profético é contado como um ano de tempo histórico. Antes de entrarem os israelitas em Canaã, mandaram doze espias a espiarem a terra. Estiveram ausentes quarenta dies, e ao voltarem, os hebreus, assustados com o que disseram, recusaram-se a subir e possuir a Terra Prometida. O resultado foi uma sentença, passada pelo Senhor: "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dies, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos." (Núm. 14:34.) Método semelhante de computar tempo futuro é indicado pelo profeta Ezequiel. Quarenta anos de punição por suas iniquidades aguardavam o reino de Judá. Disse o Senhor, mediante o profeta: "Quarenta dias te dei, cada dia por um ano." (Ezeq. 4:7.) Este princípio do dia-ano tem aplicação importante na interpretação do elemento-tempo, na profecia das "Duas mil e trezentas tardes e manhãs" (Dan. 8:14), e no período de 1260 dias, indicado de várias maneiras: "Um tempo, dois tempos e metade dum tempo" (Dan. 7:25); "quarenta e dois meses" (Apoc. 11:2; 13:5); "mil duzentos e sessenta dias" (Apoc. 11:3; 12:6); e "três dias e meio" (Apoc. 11:9).
NOTA 5: Escritos Forjados. - Entre os documentos que no presente se admitem geralmente como falsificações, a Doação de Gonstantino e as Decretais Pseudo-isidorianas são de primeira importância. 'Doação de Constantino' é o nome aplicado tradicionalmente, desde a última parte da Idade Média, a um documento que se diz ter sido endereçado por Constantino o Grande ao Papa Silvestre I, o qual se encontra primeiro num manuscrito de Paris (Codex: lat. 2777), datando provavelmente do princípio do século nove. Do século onze para cá tem sido usado como poderoso argumento em favor das pretensões papais, e consequentemente desde o século doze tem sido objeto de vigorosas controvérsias. Ao mesmo tempo, como torna possível considerar o papado como meio-termo entre o Império Romano original e o medieval, constituindo assim uma base teórica da continuidade do recebimento da lei romana na Idade Média, tem tido não pouca influência sobre a história secular." - New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge; vol. III, art. "Donation of Constantine", págs. 484 e 485. A teoria histórica apresentada na Doação é minuciosamente estudada em The Temporal Power of the Vicar of Jesus Christ, de Henry E. Cardinal Manning, Londres, 1862. Os argumentos da Doação são de tipo escolástico, e a possibilidade de ser um escrito forjado, só se mencionou quando surgiu a crítica histórica, no século quinze, contando-se Nicolau de Cusa entre os primeiros a concluir que Constantino jamais fizera semelhante doação. Lorenzo Valla, na Itália, produziu uma brilhante demonstração de sua espuriedade, em 1440. Ver Treatise of Lorenzo Valla on the Donation of Constantine (Nova Iorque, 1927). Por mais um século, porém, se manteve viva a crença na autenticidade da Doação e das Falsas Decretais. Por exemplo, Martinho Lutero a principio aceitou as decretais, mas logo disse a Eck: "Impugno essas decretais"; e a Spalatin: "Ele [o papa] em suas decretais corrompe e crucifica a Cristo, isto é, a verdade." Conclui-se que: 1) A Doação é um documento forjado; 2) que é obra de um homem ou um período; 3) seu forjador fez uso de documentos amigos; 4) sua criação originou-se entre os anos 752 a 778. Quanto aos católicos, abandonaram a defesa da autenticidade, desse documento com Baronius, Ecclesiastical Annals, em 1592. Citando fatos relativos à questão - quando e por quem foi forjada a Doação de Constantino, o Sr. Gosselin, diretor do Seminário de São Sulpício (Paris), diz:
"Posto que este documento seja inquestionavelmente espúrio, seria difícil determinar com precisão a data em que foi produzido. M. de Marca, Muratori, e outros ilustrados críticos, são de opinião que foi composto no oitavo século, antes do reinado de Carlos Magno. Muratori julga ainda provável que possa ter induzido aquele monarca e Pepino a serem tão generosos para com a Santa Sé." - Gosselin, Pouvoir des Papes ao Moyen Âge (Paris, 1845), pág. 717.
Os "falsos escritos" aos quais se refere o texto, abrangem também as Decretais Pseudo-isidorianas, juntamente com outras criações. Essas Decretais Pseudo-isidorianas são certas cartas fictícias, atribuídas a papas antigos, desde Clemente (A.D. 88-97), até Gregório o Grande (A.D. 590-604), incorporadas numa coleção do século nove, que se diz ter sido feita por Isidoro Mercador. O nome "Decretais Pseudo-isidorianas" está em uso desde o aparecimento da crítica, no século quinze. Sobre a data das Decretais Pseudo-isidorianas, ver Mosheim em Historiae Ecclesasticas, liv. 3, século 9, parte 2, cap. 2, sec. 8. Conforme o Dr. Murdock tradutor, indica em nota à margem, o ilustrado historiador católico M. L'Abée Fleury, em sua Histoire Ecclesiastique, diz a respeito destas decretais que "elas se arrastaram para a luz perto do final do século VIII". Fleury, escrevendo perto do fim do século XVII, diz mais que essas falsas decretais foram consideradas autênticas durante o espaço de oitocentos anos; e foi com muita dificuldade que foram abandonadas no último século. É verdade que presentemente é difícil haver alguém, ainda que medianamente instruído nestes assuntos, que não reconheça que essas decretais são falsas." - Fleury, Histoire Ecclesiastique, vol. 9, pág. 446 (Paris, 1742). Ver também Gibbon: Histoire de la Décadense et de la Chute de L'Empire Romain, cap. 49, pág. 16 (Paris, 1828, vol. 9, págs. 319-323).
NOTA 6: Ditames de Hildebrarado (Gregório VII). - Ver Baronius, Annales Ecclesiastici, ano 1076 (ed. de Antuérpia, 1608, vol. XI, pág. 479). Um exemplar dos "Ditames", no original, pode encontrar-se também em Gieseler: Lehrbuch der Kirchengeschichte, período 3, cap. 1, sec. 47, nota e (3a edição, Bonn, 1832, vol. 2 B, págs. 6-8).
NOTA 7: Purgatório. - O Dr. José Faa Di Bruno assim define o purgatório: "O purgatório é um estado de sofrimento depois desta vida, no qual são detidas por algum tempo as almas que partem desta vida depois que seus pecados mortais foram perdoados quanto à mancha e culpa, a quanto à pena eterna que lhes era devida, mas que têm por causa daqueles pecados ainda alguma dívida de castigo temporal a pagar; bem assim as almas que deixam este mundo culpadas apenas de pecados veniais." - Catholic Belief, pág. 196 (edição 1884, imprimatur do arcebispo de Nova Iorque).
Ver também K. R. Hagenbach, Compendium of the History Doctrines, T. and T. Clark ed., Vol. I, págs. 234-237, 405 a 408; vol. II, págs. 135-150, 308 e 309; Chas. Elliot, Delineation of Roman Catholicism, tomo II, cap. 12; Catholic Encyclopedia, art. "purgatory."
NOTA 8: Indulgências. - Para se ter uma história detalhada das doutrinas das indulgências, ver o Dicionário de Ciências Eclesiásticas, pelos Drs. Perujo e Angulo (Barcelona, 1883-1890); Carl Ullmann, Reformatoren vor der Reformation, vol. I, liv. 2, 259-307 (Hamburgo, ed. de 1841); M. Creighton, History of the Papacy, vol. V, págs. 56-64, 71; L. von Ranke; Deutsche Geschichte im Zeitalter der Reformation, liv. 2, cap. 1, par. 131, 132, 139-142, 153-155; Chas. Elliott, Delineation of Roman Catholicism, liv. 2, cap. 13; H. C. Lea, A History of Auricular Confession and Indulgences; G. P. Fisher, História de la Reformación, cap. 4, par. 7.
Quanto aos efeitos da doutrina das indulgências durante o período da Reforma, ver um escrito do Dr. H. C. Lea, intitulado: As Indulgências na Espanha, publicado em Papers of the American Society of Church History, vol. I, págs. 129, 171. Quanto ao valor deste incidente histórico, diz o Dr. Lea, em seu parágrafo inicial: "Sem se inquietar com a controvérsia que se ferira entre Lutero e o Dr. Eck e Silvestre Prierias, a Espanha continuou tranquilamente a seguir pela trilha velha a batida, e nos fornece incontestáveis documentos oficiais que nos habilitam a examinar o assunto à pura luz da História."
NOTA 9: A Missa. - Acerca da doutrina da missa, ver a obra do Cardeal Wiseman: The Real Presence of the Body and Blood of Our Lord Jesus Christ in the Blessed Eucharist (A Presença Real do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo na Abençoada Eucaristia); também o Dicionário Enciclop. Hisp.-Amer., art. Eucaristia (último par.); Cânones e Decretos do Concílio de Trento, sess. 13, caps. 1-8; K. R. Hagenbach, Lehrbuch der Dogmengeschichte, vol. I, págs. 180-188, 331-336, e vol. 2, págs. 161-179 (2ª edição, Leipzig, 1827); J. Calvin, Institutes, liv. 4, cap. 17, 18; R. Hooker, Ecclesiastical Polity, liv. 5, cap. 67; Chas. Elliott, Delineation of Roman Catholicism, liv. 2, caps. 4 e 5.
CAPÍTULO 4
NOTA 1: Versões Valdenses da Bíblia. - Quanto às primeiras traduções valdenses de porções da Bíblia, na lingua do povo comum, ver Townley, Ilustrations of Biblical Literature, vol. 1, cap. 10, par. 1-13; E. Pétavel, La Bible en France, cap. 2, par. 3, 4, 8-10, 13, 21, (ed. de Paris, 1864); G. H. Putnam, The Censorship of the Church of Rome, vol. II, cap. 2; M. Esposito, "Sur quelques manuscrits de l'ancienne littérature des Vaudois du Piemont", em Revu d'Historique Ecclésiastique (Louvain, 1951).
NOTA 2: Edito Contra os Valdenses. - Uma porção considerável do texto do edito papal expedido por Inocêncio VIII, em 1487, contra os valdenses (cujo original está na biblioteca da Universidade de Cambridge), encontra-se, em latim e em francês, na obra de J. Léger, Histoire des Eglises Vaudoises, vol. 2, cap. 2, págs. 8-10 (Leyde, 1669).
CAPÍTULO 5
NOTA 1: Indulgências. - Para se ter uma história detalhada das doutrinas das indulgências, ver o Dicionário de Ciências Eclesiásticas, pelos Drs. Perujo e Angulo (Barcelona, 1883-1890); Carl Ullmann, Reformatoren vor der Reformation, vol. I, liv. 2, 259-307 (Hamburgo, ed. de 1841); M. Creighton, History of the Papacy, vol. V, págs. 56-64, 71; L. von Ranke; Deutsche Geschichte im Zeitalter der Reformation, liv. 2, cap. 1, par. 131, 132, 139-142, 153-155; Chas. Elliott, Delineation of Roman Catholicism, liv. 2, cap. 13; H. C. Lea, A History of Auricular Confession and Indulgences; G. P. Fisher, História de la Reformación, cap. 4, par. 7.
Quanto aos efeitos da doutrina das indulgências durante o período da Reforma, ver um escrito do Dr. H. C. Lea, intitulado: As Indulgências na Espanha, publicado em Papers of the American Society of Church History, vol. I, págs. 129, 171. Quanto ao valor deste incidente histórico, diz o Dr. Lea, em seu parágrafo inicial: "Sem se inquietar com a controvérsia que se ferira entre Lutero e o Dr. Eck e Silvestre Prierias, a Espanha continuou tranquilamente a seguir pela trilha velha a batida, e nos fornece incontestáveis documentos oficiais que nos habilitam a examinar o assunto à pura luz da História."
NOTA 2: Wycliffe. - Quanto ao texto original dos editos papais expedidos contra Wycliffe, com uma tradução inglesa, ver J. Foxe, Acts and Monuments, vol. II, págs. 4-12 (ed. de Pratt-Townsend, Londres, 1870). Ver também J. Lewis, Vida de Wycliffe, págs. 49-51, 305-314 (ed. de 1820); Lechler, Johann v. Wiclif and die Vorgeschichte der Reformation, cap. 5, sec. 2, (Leipzig, 1873); A. Neander, Allgemeine Geschichte der Christlichen Religion und Kirche, vol. 6, sec. 2, parte 1, par. 8 (págs. 276, 277, ed. de Hamburgo, 1852).
NOTA 3: Infalibilidade. - Sobre a doutrina da Infalibilidade, ver o Dic. de Ciências Eclesiásticas, por Perujo e Angulo; Geo. Salmon, The Infallibility of the Church; Chas. Elliott, Delineation of Roman Catholicism, liv. 1, cap. 4; Cardeal Gibbons, The Faith of Our Fathers, cap. 7, 49ª ed., (1897).
CAPÍTULO 6
NOTA 1: Indulgências. - Para se ter uma história detalhada das doutrinas das indulgências, ver o Dicionário de Ciências Eclesiásticas, pelos Drs. Perujo e Angulo (Barcelona, 1883-1890); Carl Ullmann, Reformatoren vor der Reformation, vol. I, liv. 2, 259-307 (Hamburgo, ed. de 1841); M. Creighton, History of the Papacy, vol. V, págs. 56-64, 71; L. von Ranke; Deutsche Geschichte im Zeitalter der Reformation, liv. 2, cap. 1, par. 131, 132, 139-142, 153-155; Chas. Elliott, Delineation of Roman Catholicism, liv. 2, cap. 13; H. C. Lea, A History of Auricular Confession and Indulgences; G. P. Fisher, História de la Reformación, cap. 4, par. 7.
Quanto aos efeitos da doutrina das indulgências durante o período da Reforma, ver um escrito do Dr. H. C. Lea, intitulado: As Indulgências na Espanha, publicado em Papers of the American Society of Church History, vol. I, págs. 129, 171. Quanto ao valor deste incidente histórico, diz o Dr. Lea, em seu parágrafo inicial: "Sem se inquietar com a controvérsia que se ferira entre Lutero e o Dr. Eck e Silvestre Prierias, a Espanha continuou tranquilamente a seguir pela trilha velha a batida, e nos fornece incontestáveis documentos oficiais que nos habilitam a examinar o assunto à pura luz da História."
NOTA 2: Concílio de Constança. - Quanto à convocação do Concílio de Constança pelo papa João XXIII, a instâncias do imperador Sigismundo, ver Mosheim, Histoire Ecclésiastique, liv. 3, século 15, parte 2, cap. 2, sec. 3, pág. 414 (ed. de Maestricht, 1776); A. Bower, History of the Popes, vol. VI I, págs. 141-143, (ed. de Londres, 1766); Neander, Allgemeine Geschichte der Christlichen Religion and Kirche, vol. 6, sec. 1.
CAPÍTULO 7
NOTA: Indulgências. - Para se ter uma história detalhada das doutrinas das indulgências, ver o Dicionário de Ciências Eclesiásticas, pelos Drs. Perujo e Angulo (Barcelona, 1883-1890); Carl Ullmann, Reformatoren vor der Reformation, vol. I, liv. 2, 259-307 (Hamburgo, ed. de 1841); M. Creighton, History of the Papacy, vol. V, págs. 56-64, 71; L. von Ranke; Deutsche Geschichte im Zeitalter der Reformation, liv. 2, cap. 1, par. 131, 132, 139-142, 153-155; Chas. Elliott, Delineation of Roman Catholicism, liv. 2, cap. 13; H. C. Lea, A History of Auricular Confession and Indulgences; G. P. Fisher, História de la Reformación, cap. 4, par. 7.
Quanto aos efeitos da doutrina das indulgências durante o período da Reforma, ver um escrito do Dr. H. C. Lea, intitulado: As Indulgências na Espanha, publicado em Papers of the American Society of Church History, vol. I, págs. 129, 171. Quanto ao valor deste incidente histórico, diz o Dr. Lea, em seu parágrafo inicial: "Sem se inquietar com a controvérsia que se ferira entre Lutero e o Dr. Eck e Silvestre Prierias, a Espanha continuou tranquilamente a seguir pela trilha velha a batida, e nos fornece incontestáveis documentos oficiais que nos habilitam a examinar o assunto à pura luz da História."
CAPÍTULO 12
NOTA 1: Jesuitismo. - Quanto a uma declaração relativa à origem, princípios e intuitos da "Sociedade de Jesus," conforme os esboçam os membros desta ordem, ver a obra intitulada: Concerning Jesuits, editada pelo Rev. John Gerald, S. J., e publicada em Londres em 1902, pela Sociedade de Verdade Católica. Nesta obra se diz que "a mola mestra de toda a organização da Sociedade é um espírito de inteira obediência:"
"'Que cada um se persuada' escreve Santo Inácio, 'de que os que vivem sob obediência devem consentir que sejam movidos e dirigidos pela Providência divina, mediante seus superiores, precisamente como se fossem cadáveres, que consentem em ser levados para qualquer parte e ser tratados de qualquer maneira, ou como o bordão de um velho, que serve àquele que o segura em sua mão de qualquer maneira qua o deseja.'
"Esta absoluta submissão é enobrecida por seu motivo, e deveria ser, continua o . . . fundador, 'pronta, gozosa e perseverante;' . . . o religioso obediente cumpre alegremente aquilo que seus superiores lhe confiaram para o bem geral, certo de que desta maneira corresponde verdadeiramente com a vontade de Deus." - Condessa R. Courson, em Concerning Jesuits, pág. 6.
Ver também L. E. Dupin, Histoire de L'Eglise en Abregé, século XVI, cap. 33, (ed. de Paris, 1732, vol. IV, págs. 218-222; Mosheim, Histoire Ecclesiastique, século XVI, sec. 3, parte 1, cap. 1, par. 10 (incluindo notas 5 e 6); Enciclopédia Britânica (nona ed.) art. Jesuítas; C. Paroissien, The Principles of the Jesuits, Developed in a Collection of Extracts (Londres, 1860, uma primeira edição apareceu em 1839); Ch. Liskenn, Resumé de l'Histoire des Jesuits (Paris, 1825); Michelet Quinet, Des Jésuites (Paris, 1843); 'Alembart, Des Jésuits, ouvre precedé d'un précis des Doctrines et de l'histoire de cette société' (Paris, 1821).
NOTA 2: A Inquisição. - Ver Juan Antonio Llorente, História Crítica de la Inquisición de España; Limborch, Historic Inquisitiones, the Inquisition in the Middle Ages; vol. 1, liv. 1, cap. 21, 17-21; L. von Ranke, Die Rómischen Päpste, vol. 2, cap. 6.
CAPÍTULO 15
NOTA 1: Causas da Revolução Francesa. - Quanto à conseqüência de grande alcance da rejeição da Bíblia, e da religião da Bíblia, pelo povo da França, ver H. von Sybel, Histoire de l'Europe Pendant la Révolution Française, liv. 5, cap. 1, par. 8-12, (Paris, 1870, vol. 2, págs. 5-8); T. Buckle, Histoire de la Civilisation en Angleterre, cap. 8, 12 (Paris, 1865); J. G. Lorimer, An Historical Sketch of the Protestant Church in France, cap. 8, par. 6 e 7.
NOTA 2: Datas Proféticas. - Os fatos históricos e cronológicos em conexão com os períodos de Daniel 8 e 9, incluindo muitas evidências que indubitavelmente indicam o ano 457 A. C. como o tempo exato donde começar a contar esses períodos, têm sido claramente esboçados por muitos estudiosos das profecias. Ver Stanley Leathes: Old Testament Prophecy, conferências 10 e 11 (Conferência de Warburton, para 1876-1880); W. Good, Fulfilled Prophecy, sermão 10, incluindo nota A (Conferência de Warburton pare 1854-1858); T. Thom, Chronology of Prophecy, págs. 26-106 (ed. de Londres, 1848); Sir Isaac Newton, Observations upon the Prophecies of Daniel, and the Apocalypse of St. John, cap. 10 (ed. de Londres 1733, págs. 128-143); Uriah Smith, Thoughts on Daniel and the Revelation, parte 1, cap. 8 e 9. Quanto à data da crucifixão ver William Hales, Analysis of Chronology, vol. 1, págs. 94-101; vol. III, págs. 164-258 (2ª ed. de Londres, 1830).
NOTA 3: Esforços Para Suprimir e Destruir a Bíblia. - Com referência aos prolongados esforços na França para suprimir a Bíblia, particularmente versões na língua do povo comum, diz Gaussen: "O Decreto de Tolosa (França), de 1229... instituía o tribunal da Inquisição contra todos os leitores da Bíblia na língua do povo, . . . foi um edito de fogo, morticínio e devastação. Em seus capítulos III, IV, V e VI, ordenava a destruição total das casas, dos mais humildes lugares de esconderijo, mesmo dos retiros subterrâneos de homens convictos de possuírem as Escrituras; que fossem perseguidos até à floresta e cavernas da Terra; e mesmo os que os abrigassem fossem severamente punidos." Como resultado a Bíblia foi "proibida por toda parte; ela desapareceu, por assim dizer, debaixo da Terra; desceu ao túmulo." Esses decretos foram "seguidos durante quinhentos anos por inumeráveis castigos, nos quais o sangue dos santos correu como água." - L. Gaussen, Le Canon des Saintes Ecritures, parte 2, liv. 2, cap. 7, págs. 153 e 154; sec. 5, prop. 561; e cap. 13, sec. 2, prop. 641, par. 2, pág. 243 (ed. de Lausane, 1860).
Quanto aos esforços especiais feitos para destruir Bíblias durante o Reinado do Terror, em fìns de 1793, diz o Dr. Lorimer: "Onde quer que se pudesse encontrar uma Bíblia, podia-se dizer ser ela perseguida de morte; tanto assim que vários respeitáveis comentaristas interpretam a matança das duas testemunhas no capítulo 11 do Apocalipse, como a supressão geral, sim, a destruição do Velho e Novo Testamentos na França neste período." - J. G. Lorimer, An Historical Sketch of the Protestant Church in France, cap. 8, par. 4 e 5.
Ver também G. P. Fisher: The Reformation, cap. 15, par. 16; E. Pétavel, La Bible en France, cap. 2, par. 3, 8-10, 13, 21, (ed. de Paris, 1864); G. H. Putnam, The Censorship of the Church of Rome, vol. 1, cap. 4, (ed. de 1906, págs. 97, 99, 101, 102); vol. 2, cap. 2, (págs. 15:19); S. Smiles, The Huguenots: Their Settlements, Churches and Industries, etc.; cap. 1, par. 32 e 34; cap. 2, par. 6, cap. 3, par. 14; cap. 18, par. 5, (com nota); S. Smiles, The Huguenots in France after de Revocation, cap. 2, par. 8; cap. 10, par. 30; cap. 12, par. 2-4; J. A. Wylie, History of Protestantism, liv. 22, cap. 6, par. 3.
NOTA 4: O Reinado do Terror. - Quanto à responsabilidade dos dirigentes desencaminhados, tanto na Igreja como no Estado, e particularrnente na Igreja, pelas cenas da Revolução Francesa, ver W. M. Sloane: The French Revolution and Religious Reform, prefácio, e cap. 2, par. 1, 2, e 10-14; P. Shaff, em Papers of the America Society of Church History, vol. 1, págs. 38 e 44; S. Smiles, The Huguenots after the Revocation; J. G. Lorimer, An Historical Sketch of the Protestant Church of France, cap. 8, par. 6 e 7; A. Galton, Church and State in France, 1300-1907, cap. 3, sec. 2 (ed. de Londres, 1907); Sir J. Stephen, Lectures on the History of French, lecture 16, par. 60.
NOTA 5: As Massas e as Classes Privilegiadas. - Sobre as condições sociais que prevaleciam na França antes do período da Revolução, ver H. von Holst, Lowell Lectures on the French Revolution, conferência 1; e também Taine, Ancien Régime; A. Young, Voyages in France.
NOTA 6: Retribuição. - Para mais pormenores concernentes ao caráter retribuidor da Revolução Francesa, vede T. H. Gill, The Papal Drama, liv. 10; E. de Pressensé, L'Eglise et la Revolution Française, liv. 3, cap. 1.
NOTA 7: Atrocidades do Reinado do Terror.- Ver M. A. Thiers, History of the French Revolution, liv 1, cap. 29 (ed. de Barcelona, 1892, págs. 499-524); F. A. Mignet, Histoire de la Revolution Française, cap. 9, pár. 1 (2ª. ed., París, 1827) ; A. Alison, History of Europe, 1789-1815, liv 1, cap. 14 (ed. de Nova Iorque, 1872, liv 1, pág. 293- 312).
NOTA 8: A Circulação das Escrituras. - Em 1804, segundo o Sr. Guilherme Canton, da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, "todas as Biblias existentes no mundo, manuscritas ou impressas, abrangendo todas as versões, em todos os países, eram avaliadas em não muito mais de quatro milhões ... . As várias línguas nas quais esses quatro milhões eram escritos, incluindo idiomas desaparecidos, tais como o Moeso-Gótico de Úlfilas, e o Anglo-Saxônio de Beda, admite-se que são em número de cinqüenta." - Que é a Sociedade Bíblica? pág. 23 (ed. rev. de 1904).
Cem anos mais tarde, no fim do seu primeiro século de existência, a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira pôde relatar a distribuição total de Bíblias, Testamentos, ou porções dos mesmos, feita unicamente por aquela sociedade, na cifra de 186.680.101 -- total este que, em 1910, cresceu para mais de 220 milhões de exemplares, em quase quatrocentas línguas.
A estes totais devem ser acrescentados os milhões de exemplares das Escrituras ou partes delas, em muitas línguas, distribuídos por outras sociedades bíblicas, e pelas várias agências comerciais. A Sociedade Bíblica Americana, a maior das filhas da Sociedade Britânica-mãe, durante os primeiros noventa e quatro anos de sua obra, relatou a distribuição total de 87.296.182 exemplarcs. (Ver o Relatório da Sociedade Bíblica, de junho de 1910.) Segundo cálculos conservadores, aproximadamente seis milhões de exemplares da Bíblia são anualmente impressos por casas comerciais, os quais, acrescentados à expedição combinada das sociedades bíblicas, dão uma circulação anual total de mais de quinze milhões de exemplares. [Hoje sobe a trinta milhões esse número.] As Escrituras, no todo ou em parte, são impressas em mais de mil línguas [1939], e a obra de tradução em novas línguas e dialetos está ainda prosseguindo com zelo infatigável.
NOTA 9: Missões Estrangeiras. - O Dr. G. P. Fisher, em um capítulo sobre Missões Cristãs, em sua obra History of the Christian Church, esboça os princípios de um movimento missionário, que, nos últimos anos do século XVIII, inaugurou uma era brilhante de atividade missionária, era que, na história das missões, apenas é menos notável do que o primeiro Carey como um de seus primeiros missionários. Carey embarcou para a Índia, e ali com auxílio de outros membros da mesma sociedade, fundou a missão de Serampore." Em 1795 foi fundada a Sociedade Missionária de Londres; em 1799, foi formada "a organização que em 1812 se tornou a dos séculos cristãos." Em 1792, "foi fundada a Sociedade Batista, tendo Sociedade Missionária da Igreja." Logo depois foi fundada a Sociedade Missionária Wesleyana.
"Enquanto a atividade missionária crescia na Grã-Bretanha, os cristãos da América estavam-se animando de idêntico zelo." Em 1812, foi fundada a junta Americana dos Correspondentes para as Missões Estrangeiras; e em 1814, a União Missionária Batista Americana. Adoniran Judson, um dos primeiros missionários a sair da América, embarcou para Calcutá, em 1812, chegando à Birmânia em julho de 1813. Em 1837, formou-se a junta Presbiteriana. (Ver Fisher, History of the Christian Church, período 9, cap. 7, par. 3:25; O Raiar de um Novo Dia, cap. X.)
O Dr. A. T. Pierson, em artigo publicado na Missionary Review of the World (Revista Missionária do Mundo), de Janeiro de 1910, declara: "Há meio século, a China e a Mandchúria, o Japão e a Coréia, a Turquia e a Arábia, e mesmo o vasto continente da África, estavam a dormir, quais nações ermitoas, encerradas nas salas de longa reclusão e exclusão. A Ásia Central era relativamente inexplorada, assim como a África Central. Em muitos países não se disputava a prolongada ocupação de Satanás, e seu império não era molestado. Os países papais eram tão intolerantes como os pagãos; a Itália e a Espanha prendiam um homem por ousar vender uma Bíblia, ou pregar o Evangelho. A França era praticamente incrédula e a Alemanha impregnada de racionalismo; e em grande parte do campo missionário as portas estavam cerradas e fechadas por uma exclusão mais ou menos rígida, e pelo sistema de castas. Agora, as mudanças, de todo lado, são tão notáveis e radicais que, para alguém que subitamente saísse desse período médio do último século . . . o mundo não seria reconhecível. Aquele que tem as chaves das portas tem estado a abri-las, franqueando todas as terras aos mensageiros da Cruz. Mesmo na Cidade Eterna, onde há um século atrás, o visitante tinha de deixar sua Bíblia fora dos muros, há capelas protestantes às dezenas, e é livre a circulação das Escrituras."
CAPÍTULO 18
NOTAS 1 e 2: Datas Proféticas. - Os fatos históricos e cronológicos em conexão com os períodos de Daniel 8 e 9, incluindo muitas evidências que indubitavelmente indicam o ano 457 A. C. como o tempo exato donde começar a contar esses períodos, têm sido claramente esboçados por muitos estudiosos das profecias. Ver Stanley Leathes: Old Testament Prophecy, conferências 10 e 11 (Conferência de Warburton, para 1876-1880); W. Good, Fulfilled Prophecy, sermão 10, incluindo nota A (Conferência de Warburton pare 1854-1858); T. Thom, Chronology of Prophecy, págs. 26-106 (ed. de Londres, 1848); Sir Isaac Newton, Observations upon the Prophecies of Daniel, and the Apocalypse of St. John, cap. 10 (ed. de Londres 1733, págs. 128-143); Uriah Smith, Thoughts on Daniel and the Revelation, parte 1, cap. 8 e 9. Quanto à data da crucifixão ver William Hales, Analysis of Chronology, vol. 1, págs. 94-101; vol. III, págs. 164-258 (2ª ed. de Londres, 1830).
NOTA 3: Queda do Império Otomano. - Para mais pormenores quarto à anunciada queda do Império Otomano durante o mês de agosto de 1840, ver J. Litch, The Probability of the Second Coming of Christ About A. D. 1843 (publicado em junho de 1838); J. Litch, An Address to the Clergy (publicado na primavera de 1840; uma segunda edição com dados históricos em apoio da exatidão dos cálculos anteriores sobre o período profético que se estende até à queda do Império Otomano, foi publicada em 1841); o Advent Shield and Review, vol. 1, (1844), n°1, artigo 2, págs. 56, 57, 59-61; J. N. Loughborough, The Great Advent Movement, págs. 129-132, (ed. de 1905); J. Litch, artigo no Signs of the Times, and Expositor of Prophecy (1° de agosto de 1840). Ver também artigo no Signs of the Times, and Expositor of Prophecy, de 1° de fevereiro de 1841.
NOTA 4: Privando o Povo da Bíblia. - Quanto à atitude da Igreja Católica Romana, em relação à circulação das Escrituras Sagradas, em versões vernáculas, entre os leigos, ver Dicionário de Ciências Eclesiásticas e Catholic Encyclopedia, ver art. Biblia; também G. P. Fischer, The Reformation, cap. 15, par. 16, (ed. de 1873, págs. 530-532); Cardeal Gibbon, The Faith of Our Fathers, cap. 8 (49ª edição, 1897, págs. 98-117); Dowling, History of Romanism, liv. 7, cap. 2, sec. 14, a liv. 9, cap. 3, sec. 24-27 (ed. de 1871, págs. 491-496 e 621-625); L. F. Bungener, History of the Council of Trent, págs. 101-110 (2ª ed. Edinburgo, trad. do teólogo Scott); G.H. Putnam, Books and their Makers During the Middle Ages, vol. I, parte 2, cap. 2, par. 49, 54-56.
CAPÍTULO 20
NOTA 1: Vestes Para a Ascensão. - A história de que os adventistas fizeram roupas com que ascender a "encontrar o Senhor nos ares", foi inventada pelos que desejavam vituperar a causa. Foi divulgada tão habilmente, que muitos creram nisso; porém, um inquérito cuidadoso demonstrou sua falsidade. Durante muitos anos tem sido oferecido um grande prémio para a prova de que um caso tal haja ocorrido, mas a prova não foi apresentada. Pessoa alguma que amava o aparecimento do Salvador era tão ignorante quanto aos ensinos das Escrituras que supusesse serem necessárias para aquela ocasião roupas por eles feitas. A única veste que os santos necessitam para se encontrarem com o Senhor, é a justiça de Cristo. Ver Apocalipse 19:8.
NOTA 2: A Cronologia das Profecias. - O Dr. Geo. Bush, professor de Hebraico e Literatura Oriental na Universidade da cidade de Nova Iorque, em carta dirigida ao Sr. Miller, e publicada no Advent Herald, and Signs of the Times Reporter, em Boston, a 6 e 13 de março de 1844, fez algumas importantes declarações relatives a seu cálculo dos tempos proféticos. Escreveu o Sr. Bush:
"Tampouco se devem fazer objeções, como eu compreendo, a vós e a vossos amigos, de que tenhais dedicado muito tempo e atenção ao estudo da cronologia da profecia, e tenhais trabalhado muito para determinar a data inicial e final de seus grandes Períodos. Se tais períodos são efetivamente dados pelo Espírito Santo nos livros proféticos, foi sem dúvida com o desígnio de que devessem ser estudados, e, provavelmente bem compreendidos, no fim; não se deve acusar de presunçoso insensato pessoa alguma que reverentemente faça uma tentativa para tal . . . . Tomando a palavra dia como um termo profético significando ano, creio que sois apoiados pela mais sólida exegese, bem como fortalecidos pelos nomes de Mede, Sir Isaac Newton, Kirby, Scott, Keith, e um exército de outros, que há muito chegaram a conclusões idênticas à vossa sobre este ponto. Todos concordam em que os principais períodos mencionados por Daniel e S. João terminam de fato aproximadamente nessa era do mundo, a seria uma lógica estranha a que vos convencesse de heresia por manter as opiniões que tão vividamente ressaltam nos escritos daqueles eminentes teólogos." "Vossos resultados neste campo de investigação não me parecem estranhos a ponto de afetar qualquer dos grandes interesses da verdade e do dever." "Vosso erro, como eu entendo, é em outro sentido que não a vossa cronologia." "Vós vos enganastes inteiramente quanto à natureza dos acontecimentos que deveriam ocorrer ao fim destes períodos. Esta a causa primordial da irritação causada por vossas exposições."
CAPÍTULO 22
NOTA: Datas Proféticas. - Os fatos históricos e cronológicos em conexão com os períodos de Daniel 8 e 9, incluindo muitas evidências que indubitavelmente indicam o ano 457 A. C. como o tempo exato donde começar a contar esses períodos, têm sido claramente esboçados por muitos estudiosos das profecias. Ver Stanley Leathes: Old Testament Prophecy, conferências 10 e 11 (Conferência de Warburton, para 1876-1880); W. Good, Fulfilled Prophecy, sermão 10, incluindo nota A (Conferência de Warburton pare 1854-1858); T. Thom, Chronology of Prophecy, págs. 26-106 (ed. de Londres, 1848); Sir Isaac Newton, Observations upon the Prophecies of Daniel, and the Apocalypse of St. John, cap. 10 (ed. de Londres 1733, págs. 128-143); Uriah Smith, Thoughts on Daniel and the Revelation, parte 1, cap. 8 e 9. Quanto à data da crucifixão ver William Hales, Analysis of Chronology, vol. 1, págs. 94-101; vol. III, págs. 164-258 (2ª ed. de Londres, 1830).
CAPÍTULO 25
NOTA 1: Uma Tríplice Mensagem. - Em Apocalipse 14:6 e 7 é predita a proclamação da mensagem do primeiro anjo. E continua, a seguir, o profeta: "E outro anjo seguiu dizendo: Caiu, caiu Babilônia ... . E seguiu-os o terceiro anjo." A palavra aqui traduzida "seguiu" significa, em construções semelhantes à do texto, "ir juntamente." Liddell e Scott assim a traduzem: "Seguir alguém," "ir em seguida, ou com alguém." Robinson diz: "Seguir, ir juntamente, acompanhar alguém." É a mesma palavra que se emprega em S. Marcos 4:24 - Jesus "foi com ele, e seguia-O uma grande multidão, que O apertava." É também empregada a respeito dos cento e quarenta e quatro mil remidos, onde se diz: "Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai." Apocalipse 14:4. Em ambos estes lugares é evidente que a idéia que se tem em vista transmitir é a de ir juntamente, em companhia. Assim, em I Coríntios 10:4, onde lemos acerca dos filhos de Israel que "bebiam da pedra espiritual que os seguia," a palavra "seguia" é traduzida da mesma palavra grega. Disto aprendemos que a idéia em Apaalipse 14:8 e 9 não é simplesmente que o segundo e terceiro anjos seguiram o primeiro sob o ponto de vista do tempo, mas que com ele foram. As três mensagens não são senão uma tríplice mensagem. São três unicamente na ordem em que surgem. Tendo sido proclamadas, prosseguem juntas e são inseparáveis.
NOTA 2: Supremacia dos Bispos de Roma. - Algumas das principais circunstâncias ligadas com a assunção de supremacia pelos bispos de Roma, estão esboçadas em Mosheim, Histoire Ecclesiastique, século 2, parte 2, cap. 4, sec. 9-11. Ver também G. B. Fisher, History of the Christian Church, par. 2, cap. 2, par. 11-17, (ed. de 1890, págs. 56-58); Gieseler, Lehrbuch der Kirchengeschichte, per. 1, div. 3, cap. 4, sec. 66, par. 3, incluindo nota h (3ª ed. de Bonn, 1831, vol. 1, págs. 290-294); J. N. Andrews, History of the Sabbath, págs. 276-279 (3ª ed. revista).
CAPÍTULO 35
NOTA 1: Edito de Constantino. - A lei promulgada por Constantino a sete de março de 321, relativa a um dia de descanso, assim reza:
"Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro die é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu." - Codex Justinianus, lib. 13, tit. 12, or. 2 (3).
"Descansem todos os juízes, o povo das cidades e os oficiais de todas as artes no venerável dia do Sol. Mas trabalhem livre e licitamente nas fainas agrícolas os estabelecidos nos campos, pois acontece com frequência qua em nenhum outro dia se deita mais convenientemente o grão aos sulcos e se plantam vides nas covas, a fim de que com a ocasião do momento não se perca o benefício concedido pela celestial providência." Código de Justiniano, lib. 3, tit. 12, par. 2 (3) (na edição em latim e castelhano, por Gracie del Corral, intitulada Corpo no direito civil romano: tomo 4, pág. 333, Barcelona, 1892).
Além disco, o original latim se acha em J. I. v. Mosheim: Institutionem Historae Ecclesiasticae Antiquoris et Recenciores, sig. 4, parte 2, cap. 4, sec. 5, e em muitas outras obras.
Diz o Dicionário Enciclopédico Hisp. Amer., art. Domingo: "O imperador Constantino, no ano 321, foi o primeiro a ordenar a rigorosa observância do domingo, proibindo toda classe de negócios jurídicos, ocupações e trabalhos; unicamente se permitia aos lavradores que trabalhassem aos domingos nas fainas agrícolas, se o tempo fosse favorável. Uma lei posterior, do ano 425, proibiu a celebração de toda classe de representações teatrais e, afinal, no século VII aplicaram-se com todo o rigor, ao domingo cristão, as proibições do sábado judaico."
NOTA 2: A Igreja da Abissínia. - Quanto à observância do sábado bíblico na Abissínia, ver o decano A. P. Stanley: Lectures on the History of the Eastern Church, conferência 1, par. 15, (ed. de Nova Iorque, 1862, págs. 96 e 97); Michael Geddes, Church History of Ethiopia, págs. 87, 88, 311, 312; Gibbon, Histoire de la Décadense et de la Chute de l'Empire Romain, cap. 47, par. 37-39; Samuel Gobat, Journal of Three Years Residence in Abyssinia, págs. 55-58, 83, 93, 97, 98 (ed. de Nova Iorque, 1850); A. H. Lews, A Critical History of the Sabbath and the Sunday in the Christian Church, págs. 208-215 (2ª ed. revista).
NOTA 3: Ditames de Hildebrarado (Gregório VII). - Ver Baronius, Annales Ecclesiastici, ano 1076 (ed. de Antuérpia, 1608, vol. XI, pág. 479). Um exemplar dos "Ditames", no original, pode encontrar-se também em Gieseler: Lehrbuch der Kirchengeschichte, período 3, cap. 1, sec. 47, nota e (3ª edição, Bonn, 1832, vol. 2 B, págs. 6-8).
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O Conflito Final
"A inimizade de Satanás para com Cristo manifestou-se contra os Seus seguidores. (...) No grande conflito final, como em todas as eras anteriores, Satanás empregará os mesmos expedientes, manifestará o mesmo espírito, e trabalhará para o mesmo fim. Aquilo que foi, será, com a exceção de que a luta vindoura se assinalará por uma intensidade terrível, tal como o mundo jamais testemunhou. Os enganos de Satanás serão mais sutis, seus assaltos mais decididos. Se possível fora, transviaria os escolhidos. (S. Marcos 13:22.) À medida que o Espírito de Deus me ia revelando à mente as grandes verdades de Sua Palavra, e as cenas do passado e do futuro, era-me ordenado tornar conhecido a outros o que assim fora revelado delineando a história do conflito nas eras passadas, e especialmente apresentando-a de tal maneira a lançar luz sobre a luta do futuro, em rápida aproximação. (...) Nestes relatos podemos ver uma prefiguração do conflito perante nós. Olhando-os à luz da Palavra de Deus, e pela iluminação de Seu Espírito, podemos ver a descoberto os ardis do maligno e os perigos que deverão evitar os que serão achados "irrepreensíveis" diante do Senhor em Sua vinda."
Ellen White, trecho retirado da introdução.
Ellen White, trecho retirado da introdução.
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DESTAQUES DO CAP. 3:
O paganismo tornou-se vencedor
"Pouco a pouco, a princípio furtiva e silenciosamente, e depois mais às claras, à medida em que crescia em força e conquistava o domínio da mente das pessoas, o mistério da iniqüidade levou avante sua obra de engano e blasfêmia. Quase imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso na igreja cristã. O espírito de transigência e conformidade fora restringido durante algum tempo pelas terríveis perseguições que a igreja suportou sob o paganismo. Mas, em cessando a perseguição e entrando o cristianismo nas cortes e palácios dos reis, pôs ela de lado a humilde simplicidade de Cristo e Seus apóstolos, em troca da pompa e orgulho dos sacerdotes e governadores pagãos; e em lugar das ordenanças de Deus colocou teorias e tradições humanas.
A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do século IV, causou grande regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-se na igreja. Progredia rapidamente a obra de corrupção. O paganismo, conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor. Seu espírito dominava a igreja. Suas doutrinas, cerimônias e superstições incorporaram-se à fé e culto dos professos seguidores de Cristo." E.W. (trecho retirado do cap. 3)
A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do século IV, causou grande regozijo; e o mundo, sob o manto de justiça aparente, introduziu-se na igreja. Progredia rapidamente a obra de corrupção. O paganismo, conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor. Seu espírito dominava a igreja. Suas doutrinas, cerimônias e superstições incorporaram-se à fé e culto dos professos seguidores de Cristo." E.W. (trecho retirado do cap. 3)
O "homem do pecado"
"Esta mútua transigência entre o paganismo e o cristianismo resultou no desenvolvimento do "homem do pecado", predito na profecia como se opondo a Deus e exaltando-se sobre Ele. Aquele gigantesco sistema de religião falsa é a obra-prima do poder de Satanás - monumento de seus esforços para sentar-se sobre o trono e governar a Terra segundo a sua vontade." E.W. (trecho retirado do cap. 3).